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Tendência de alta da inadimplência deve reduzir a concessão de crédito

Levantamento feito pela consultoria Oliver Wyman - e obtido com exclusividade pela Exame - mostra que os bancos estão mais seletivos na hora de emprestar

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Dinheiro: apesar do aumento da demanda por recursos, os bancos estão mais seletivos com empréstimos (Getty Images/Getty Images)

Dinheiro: apesar do aumento da demanda por recursos, os bancos estão mais seletivos com empréstimos (Getty Images/Getty Images)

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Natália Flach

Publicado em 3 de julho de 2020 às, 15h03.

Última atualização em 3 de julho de 2020 às, 15h06.

A crise econômica eclodiu durante o ciclo de expansão de crédito no Brasil, após um período de retração que durou de 2015 a 2018. Um estudo da consultoria estratégica Oliver Wyman aponta que a demanda por financiamento tem aumentado, mas os bancos estão mais seletivos na hora de emprestar. Nesse sentido, a tendência é que os novos contratos de financiamento tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas tenham juros mais altos. O motivo é aumento do risco de inadimplência, como mostrou reportagem da mais recente edição da Exame.

“A minha preocupação no âmbito doméstico é que ações intervencionistas recaiam sobre o sistema financeiro. Medidas assim só aprofundam as dificuldades de reação econômica, já que os bancos simplesmente parariam de emprestar”, afirma Ana Carla Abrão, sócia da Oliver Wyman no Brasil, em entrevista exclusiva à Exame. A executiva se refere ao projeto de suspensão do pagamento de empréstimos consignados por 120 dias que foi aprovado pelo Senado no fim de junho e que agora será analisado pela Câmara.

A consultoria criou um plano de ação para os bancos agirem nesse momento delicado. No curto prazo – ou no que chamaram de modo de emergência –, a prioridade é cuidar da continuidade dos negócios e da saúde dos funcionários; contribuir para a mitigação da crise, fornecendo congelamento temporário aos devedores afetados.

O segundo passo é simular os impactos financeiros da crise; fazer uma abordagem de “triagem e tratamento”; trabalhar em conjunto com o governo e outros credores para garantir que a liquidez adicionada ao sistema financeiro chegue até as PMEs e os indivíduos. "Existem segmentos de PMEs e micro empresas que precisam de fôlego para atravessar esse momento. Perderão três meses de faturamento e possivelmente vão faturar muito menos que esperavam no início do ano."

Por fim, no médio prazo, a sugestão da consultoria para os bancos é se adaptar proativamente ao novo ambiente de negócios, equilibrando uma agenda defensiva com uma ofensiva por meio da reavaliação do planejamento financeiro.

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