Agenda do mercado: às 9h, o IBGE divulga os números da Pnad Contínua referentes a julho
Repórter
Publicado em 27 de agosto de 2026 às 05h30.
Os mercados entram na quinta-feira, 27, de olho em uma agenda econômica movimentada no Brasil e nos Estados Unidos depois de uma sessão em que o Ibovespa praticamente não saiu do lugar. Os agentes econômicos tentam encontrar novos catalisadores para sustentar a recuperação recente da Bolsa brasileira.
A agenda brasileira começa às 8h30, com uma série de indicadores do Banco Central. Entre eles estão os dados de transações correntes e de investimento direto no país referentes a julho. Em junho, o déficit em transações correntes havia sido de US$ 2,330 bilhões, enquanto o investimento direto no país somou US$ 9,075 bilhões.
No mesmo horário, o Banco Central divulga os dados de empréstimos bancários. Em junho, o indicador apresentou crescimento de 0,5%.
Às 9h, o IBGE divulga os números da Pnad Contínua referentes a julho. A taxa de desemprego estava em 5,4% em junho. O dado será acompanhado pelos investidores em um momento em que os sinais sobre a atividade econômica e o mercado de trabalho ajudam a formar as expectativas para a política monetária.
Antes disso, às 8h, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulga a Sondagem da Indústria de agosto. Em julho, o índice ficou em 97,2 pontos.
Às 11h30, o Tesouro realiza leilão de NTN-F e LTN. Já às 14h30, o Banco Central divulga os dados de fluxo cambial estrangeiro. Na última divulgação, o fluxo apresentou crescimento de US$ 0,031 bilhão.
Nos Estados Unidos, os investidores acompanham às 9h30 os pedidos iniciais de seguro-desemprego. O último dado mostrou 206 mil solicitações. O indicador é observado de perto pelo mercado por trazer uma leitura atualizada sobre a situação do mercado de trabalho americano.
No mesmo horário, sai a balança comercial de julho. Em junho, o déficit havia sido de US$ 101,4 bilhões.
Às 11h30, a atenção se volta para os estoques de petróleo bruto. Na última divulgação, os estoques recuaram 6,014 milhões de barris, muito acima da expectativa do mercado, que apontava para uma queda de 800 mil barris.
Também nos Estados Unidos, às 12h45, está previsto discurso de Thomas Barkin, membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC). A fala pode ser acompanhada pelos investidores em busca de sinais sobre a visão dos dirigentes do Fed para a economia e os juros.
Às 14h, o governo americano realiza ainda leilão de T-notes de sete anos.
Os dados americanos ganham importância depois que o índice de preços de gastos com consumo pessoal (PCE), principal medida de inflação acompanhada pelo Federal Reserve, veio acima do esperado na quarta-feira.
O PCE avançou 3,7% em julho, na comparação anual, ante uma expectativa de 3,6%. A surpresa, embora pequena, ajudou a pressionar os juros dos Treasuries e trouxe cautela aos mercados.
A T-Note de dois anos subiu de 4,201% para 4,220%, enquanto o rendimento do título de dez anos avançou de 4,634% para 4,654%. A taxa do T-Bond de 30 anos passou de 5,169% para 5,172%.