Oi: mercado aguarda fala de CEO sobre dívida de R$ 33 bi no balanço do 1º tri

Companhia teve receita líquida de R$ 2,5 bilhões de janeiro a março
Nova Oi: companhia, cujo símbolo agora é verde, terminou março com R$ 1,9 bilhão em caixa (Empiricus/Divulgação)
Nova Oi: companhia, cujo símbolo agora é verde, terminou março com R$ 1,9 bilhão em caixa (Empiricus/Divulgação)
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Graziella Valenti

Publicado em 29/06/2022 às 07:03.

Última atualização em 29/06/2022 às 07:07.

O CEO da Oi, Rodrigo Abreu, comentará os números do primeiro trimestre de 2022, às 15h, em teleconferência com investidores e analistas. Da reunião, começará a ser possível ter uma ideia do humor do mercado com a empresa, que após concluir a venda das operações de telefonia móvel e da V.tal está prestes a sair da recuperação judicial — processo que teve início em junho de 2016.

Considerando apenas os ativos que ficarão sob a gestão dessa nova Oi, a empresa teve receita líquida de R$ 2,5 bilhões nos três primeiros meses do ano, com Ebitda de R$ 614 milhões.

O ponto de maior atenção dos investidores é entender a situação de liquidez da companhia. Ao longo do segundo trimestre deste ano, portanto fora do balanço trimestral, a Oi quitou o equivalente a quase R$ 15 bilhões em dívidas. Esse valor ainda estava contemplado no total de dívida bruta ao fim de março, que estava em R$ 33, 4 bilhões.

Mais do que a dívida em si, os investidores estão atendo ao caixa da companhia, que estava em torno de R$ 3 bilhões ao fim de dezembro e, no fechamento de março, havia caído para R$ 1,9 bilhão, conforme os dados divulgados ontem.

Abreu, em entrevista recente concedida ao EXAME IN, destacou que anova Oi, que surge após a conclusão das vendas dos ativos, é um negócio com receita anual da ordem de R$ 10 bilhões. A margem Ebitda da operação deve ficar pouco acima de R$ 20%.