Mercados

Merrill Lynch reitera pessimismo com ação do Banco do Brasil

Corte recente de tarifas ao varejo pode fazer com que banco deixe de ganhar R$ 400 mi ao ano


	Agência do BB: papéis estão em queda desde sexta-feira por conta da redução de tarifas
 (Lia Lubambo / Exame)

Agência do BB: papéis estão em queda desde sexta-feira por conta da redução de tarifas (Lia Lubambo / Exame)

DR

Da Redação

Publicado em 9 de outubro de 2012 às 16h35.

São Paulo – As reduções de tarifas anunciadas pelo Banco do Brasil, (BBAS3) que já foram mal recebidas pelos investidores na segunda-feira, devem ter repercussão negativa nos resultados trimestrais do banco. Segundo a análise do banco Merril Lynch, no pior cenário possível, o lucro por ação do Banco do Brasil para 2013 deve ser impactado negativamente em 3,4%. 

O BB anunciou que sete pacotes de serviços e 24 tarifas prioritárias sofrerão redução a partir da próxima segunda-feira, dia 15. Segundo o banco, a redução chega a 34%, com impacto principalmente sobre as tarifas mais utilizadas pela população. 

Assumindo estar mais pessimista que o consenso do mercado, o analista Jorg Friedemann, do Merril Lynch, reiterou a recomendação de underperform (desempenho inferior à média do mercado) para as ações do Banco do Brasil e o preço-alvo de 24 reais por ação. Além disso, o analista acredita que a regulação no setor vai continuar alta e que o próximo foco, após a redução dos spreads, será no corte do lucro gerado com tarifas.

Sendo assim, para Friedemann, o Itaú é uma opção mais atraente, visto que se diferencia dos pares por sustentar sua rentabilidade com eficiência e seus papéis são negociados atualmente com um desconto de 9% em relação ao Bradesco, seu principal concorrente. 

O impacto

A analista do setor de bancos da Itaú Corretora também simulou o impacto da nova redução no lucro do Banco do Brasil. Segundo Regina Longo Sanchez, a receita do banco com serviços reduziria entre 200 e 400 milhões de reais por ano. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) também cairia entre 0,2 e 0,4 pontos percentuais, se não forem considerados possíveis ganhos de volume como consequência das tarifas mais baratas. 

Já a Citi Corretora tem uma visão mais otimista, apesar de cautelosa. Fernando Siqueira e Hugo Rosa, que assinam o relatório, mantiveram a recomendação de compra dos papéis. Eles destacam, no entanto, que é preciso esperar a divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2012 para analisar o impacto das reduções de juros e tarifas e a redução da inadimplência.

As ações do Banco do Brasil fecharam em queda na sexta-feira e ontem em função das notícias sobre as reduções de tarifas. Hoje, ainda em queda, os papéis chegaram a cair 1,18%.

Acompanhe tudo sobre:B3BancosBB – Banco do Brasilbolsas-de-valoresCiti CorretoraCitigroupEmpresasEmpresas abertasEmpresas americanasEmpresas brasileirasItaúItaú CorretoraMerrill Lynch Corretora

Mais de Mercados

"Se Lula indicar nome pior que Galípolo para o BC, o mercado entrará em pânico", diz Marilia Fontes

Ibovespa sobe e fecha acima dos 121 mil pontos com ajuda de Petrobras (PETR4) e Itaú (ITUB4)

PMIs da zona do euro e dos EUA, repercussão de falas do Lula e Sabesp: o que move o mercado

Elon Musk vai receber bônus de R$ 305 bilhões como remuneração de acionistas da Tesla

Mais na Exame