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Mercado Livre começa a vender medicamentos em São Paulo

Projeto piloto marca entrada da empresa no setor; oferta de medicamentos está restrita a alguns bairros

Mercado Livre: estreia no varejo farmacêutico com projeto piloto (Mercado Livre/Divulgação/Reuters)

Mercado Livre: estreia no varejo farmacêutico com projeto piloto (Mercado Livre/Divulgação/Reuters)

Mitchel Diniz
Mitchel Diniz

Editor de Invest

Publicado em 31 de março de 2026 às 13h05.

Última atualização em 31 de março de 2026 às 20h29.

O Mercado Livre começou a vender medicamentos em São Paulo nesta terça-feira, 31, em um projeto piloto que marca a entrada da empresa no setor farmacêutico no Brasil.

A iniciativa ocorre após a aquisição da Farmácia Cuidamos, que pertencia à Memed, concluída no ano passado. Por enquanto, a venda está disponível apenas em parte da capital paulista.

Na semana passada, o vice-presidente executivo de commerce do Mercado Livre, Fernando Yunes, disse à EXAME que o plano da empresa era avançar em medicamentos ainda este ano.

Os pedidos estão disponíveis em uma página específica dentro da plataforma, acessível a consumidores em bairros como Vila Mariana, Paraíso e Itaim. A expectativa é que a cobertura seja ampliada ao longo dos próximos meses.

Neste primeiro momento, a oferta está restrita a medicamentos sem prescrição, como analgésicos, antitérmicos, antiácidos, digestivos e vitaminas.

A promessa da empresa é de entregas em até três horas, dependendo da região. Segundo o Mercado Livre, todo o trajeto dos produtos será monitorado, com foco em garantir validade, procedência e condições sanitárias.

Além disso, os consumidores poderão tirar dúvidas com farmacêuticos por meio de um canal direto dentro da plataforma.

Remédio no Mercado Livre: já disponível em bairros selecionados de São Paulo (Mercado Livre/Reprodução)

A movimentação coloca o Mercado Livre em um segmento dominado por grandes redes de farmácias e aplicativos de entrega, e amplia a disputa no varejo de saúde — um mercado que tem avançado com a digitalização e a busca por conveniência.

Segundo Tulio Landin, diretor sênior de marketplace da companhia no Brasil, o piloto servirá como base para testar um modelo mais amplo. A ideia é, no futuro, permitir que farmácias de diferentes portes vendam seus produtos dentro da plataforma, em formato de marketplace.

Hoje, diz o executivo, o consumidor ainda enfrenta limitações tanto no ambiente online quanto no físico, como pouca variedade, dificuldade de comparar preços e acesso restrito a estabelecimentos.

A empresa já opera com venda de medicamentos em outros países da América Latina, como México, Colômbia, Argentina e Chile, e vê o Brasil como um próximo passo na expansão dessa frente.

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