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Em busca de proteção: bolsa lidera em 12 meses, mas renda fixa ganha força em junho

Levantamento da Elos Ayta mostra alternância entre classes de ativos no primeiro semestre de 2026, com Ibovespa em alta no ano e maior interesse por ativos defensivos no mês passado

Balanço dos investimentos: bolsa ainda toma dianteira em 12 meses (Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)

Balanço dos investimentos: bolsa ainda toma dianteira em 12 meses (Patricia Monteiro/Bloomberg via/Getty Images)

Letícia Furlan
Letícia Furlan

Repórter de Mercados

Publicado em 1 de julho de 2026 às 09h25.

Última atualização em 1 de julho de 2026 às 09h51.

O mercado de investimentos brasileiro mostrou um movimento de alternância entre diferentes classes de ativos ao longo do primeiro semestre de 2026, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta. Embora a Bolsa tenha liderado a performance em 12 meses, junho favoreceu ativos mais defensivos, refletindo um ajuste no comportamento dos investidores.

No acumulado de 12 meses até junho, o Ibovespa continua sendo o investimento mais rentável, com valorização de 23,89%, seguido pelo IDIV — índice que reúne empresas com histórico sólido de pagamento de dividendos —, com alta de 22,30%.

O ouro avançou 21,59% e o BDRX subiu 21,22%. Entre os ativos de renda fixa, o CDI registrou ganho de 14,72%, resultado da manutenção de juros elevados durante o período. No outro extremo, o Bitcoin apresentou queda de 53,20%, enquanto o dólar Ptax e o euro Ptax recuaram 5,14% e 7,98%, respectivamente.

O desempenho mensal de junho apresentou comportamento diferente. Após um semestre de valorização da renda variável, o dólar Ptax registrou alta de 2,37%, seguido pelo IDIV (1,79%) e pelo CDI (1,07%), enquanto a poupança rendeu 0,67% e o IMA Geral avançou 0,39%.

No mesmo período, o Ibovespa caiu 1,01%, o IFIX recuou 1,21% e o índice de Small Caps registrou baixa de 3,28%. Entre os ativos alternativos, o ouro devolveu 12,44% e o Bitcoin caiu 18%, destacando a volatilidade desse segmento.

Ao considerar o primeiro semestre de 2026, o levantamento mostra que estratégias voltadas à renda e qualidade tiveram desempenho equilibrado.

O IDIV fechou o período com alta de 6,99%, praticamente empatado com o CDI, que avançou 6,79%, enquanto o Ibovespa subiu 6,76%. Também apresentaram resultados positivos o IMA Geral (5,71%), a poupança (4,07%), o BDRX (3,54%) e o IHFA (2,84%). Entre os ativos com pior performance estão o ouro (-8,31%), euro Ptax (-8,63%), dólar Ptax (-5,92%) e o Bitcoin (-35,10%).

Os dados mostram que 2026 é um ano de forte alternância entre diferentes classes de ativos. Embora a renda variável continue liderando no horizonte de 12 meses, o mês de junho reforçou a busca por proteção, com maior interesse por renda fixa e CDI. A performance consistente do IDIV destaca o apetite por empresas com geração de caixa estável, distribuição regular de dividendos e menor volatilidade, ressaltando a necessidade de escolhas mais seletivas na alocação de recursos.

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