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Arisco antes de Copom e Fed, investidor vende ações

São Paulo - Sem apetite para assumir posições mais firmes antes de importantes decisões sobre o rumo dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o investidor preferiu vender ações na Bovespa numa sessão de giro enxuto. O Ibovespa fechou o dia marcando 68.871 pontos, menor fechamento em um mês, após cair 0,92 por cento […]

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Da Redação

Publicado em 26 de abril de 2010 às 18h28.

São Paulo - Sem apetite para assumir posições mais firmes antes de importantes decisões sobre o rumo dos juros no Brasil e nos Estados Unidos, o investidor preferiu vender ações na Bovespa numa sessão de giro enxuto.

O Ibovespa fechou o dia marcando 68.871 pontos, menor fechamento em um mês, após cair 0,92 por cento --variação que de uma só vez consumiu o ganho das últimas três sessões. O volume financeiro da sessão, de 4,48 bilhões de reais, foi o menor em 2010.
"Em grande medida, o mercado já sabe o que deve acontecer esta semana, mas qualquer sinal sobre política monetária pode dar direção aos negócios nas próximas semanas", disse André Hanna Farath, analista da corretora Interfloat. "Por isso, o investidor está preferindo esperar."

O profissional referia-se à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que deve decidir por um aumento da Selic, hoje em 8,75 por cento ao ano, no mesmo dia em que o Comitê Federal de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc, na sigla em inglês) deverá manter o juro dos EUA perto de zero.

O foco, disse Farath, deve ser o tom dos comunicados que acompanham as decisões.A agenda da semana inclui ainda, na sexta-feira, a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do primeiro trimestre.

Em meio ao suspense, nesta segunda-feira os negócios foram guiados por notícias da Grécia e do setor corporativo nos EUA. O país europeu mergulhado em grave crise fiscal levou ânimo às bolsas europeias ao afirmar que deve receber socorro financeiro a tempo de evitar uma moratória.
 


Já nos EUA, o ânimo com o resultado do primeiro trimestre da Caterpillar acima das expectativas foi contido pelo fraco desempenho dos bancos, em meio aos temores relacionados à reforma do setor financeiro, que está sendo discutida por congressistas.
No final, o fraco desempenho internacional das commodities acabou fazendo a diferença, porque pesou sobre as blue chips domésticas. O papel preferencial da Petrobras cedeu 2 por cento, a 33,31 reais. A preferencial da Vale recuou 0,5 por cento, a 49,00 reais.

Destaques
Descolando da tendência negativa, Klabin foi a melhor do Ibovespa, subindo 2,8 por cento, a 5,44 reais. A companhia foi alvo de relatório da Itaú Corretora, que recomendou compra dos papéis.

A Ativa Corretora mencionou que as ações estavam atrasadas em relação às concorrentes do setor e que o balanço da Bracelpa (associação de papel e celulose) na última semana mostrou bons números para exportação e consumo interno de papel.

Fora do índice, Telebrás disparou 26 por cento, a 2,18 reais, à medida que nas mesas de operações voltaram a circular conversas de que o Plano Nacional de Banda Larga, com o qual o governo federal quer popularizar o acesso de alta velocidade à Internet, pode envolver a estatal, em parceria com empresas privadas.
 


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