Acompanhe:

Apesar de multa, JBS USA vê vantagem em adiar IPO para 2011

São Paulo - Mesmo que tenha de pagar uma multa de 300 milhões de dólares, o JBS avalia que pode ser vantajoso realizar a oferta pública de ações (IPO) da unidade dos EUA somente no ano que vem, quando a companhia estiver apresentando resultados melhores que os atuais, afirmou o presidente da empresa brasileira nesta […]

Modo escuro

Continua após a publicidade
EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

R
Roberto Samora

Publicado em 10 de outubro de 2010 às, 04h11.

São Paulo - Mesmo que tenha de pagar uma multa de 300 milhões de dólares, o JBS avalia que pode ser vantajoso realizar a oferta pública de ações (IPO) da unidade dos EUA somente no ano que vem, quando a companhia estiver apresentando resultados melhores que os atuais, afirmou o presidente da empresa brasileira nesta segunda-feira Joesley Mendonça Batista.

Pelo acordo com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que se comprometeu em investir 2 bilhões de dólares na empresa por meio da subscrição de debêntures conversíveis em ações do JBS USA, o frigorífico será obrigado a pagar 300 milhões de dólares ao banco se o IPO não for feito até o final de 2010.

Os 300 milhões de dólares equivalem a um juro de 7,5 por cento ao ano que o BNDES poderá cobrar em dinheiro da companhia, uma forma de remunerar o investimento do banco --com o IPO realizado, o investimento seria pago com dividendos.

"Quanto mais passar o tempo, eu acho que a empresa (JBS USA) vai se valorizar mais do que os 300 milhões de dólares... estamos apresentando bons resultados, enquanto tiver isso, eu quero postergar, porque vou converter (as ações) a um preço mais favorável", declarou Batista a jornalistas.

"Se fôssemos fazer o IPO no início do ano era sobre o número de 2009..., se for fazer em 2011, provavelmente vamos ter o ano todinho de 2011, o que significa que o preço dos 300 milhões de dólares vira uma fração", afirmou ele.

As debêntures foram emitidas por ocasião do anúncio da compra da Pilgrim's Pride, ao final de 2009, que agregou ao JBS uma grande operação de carne de frango, a segunda do mundo em capacidade de produção. A companhia brasileira tem participação majoritária na empresa norte-americana.


No início do ano, o JBS anunciou que pretendia aguardar melhores condições de mercado para realizar o IPO, previsto inicialmente para janeiro. Oficialmente, os recursos seriam utilizados para financiar o plano de expansão de distribuição direta da empresa.

A receita líquida da operação de bovinos e suínos do JBS USA no segundo trimestre cresceu para aproximadamente 4 bilhões de dólares, ante 3,45 bilhões de dólares no mesmo período do ano passado.

"Idealmente, deveria fazer um ótimo resultado em 2010, fazer um melhor ainda em 2011, e qualquer tratativa usaria números de 2011, porque a empresa vai valer muito mais do que hoje", completou. "Idealmente, seria idiotice nossa querer fazer logo, não tenho por que correr."

Batista lembrou que o BNDES é um grande acionista do JBS --o BNDESpar possui 17 por cento da empresa. "Ele não vai fazer um negócio contra a empresa... ele tem total interesse de ver essa ação de 8 subir para 20 reais."

"Muito provavelmente, a operação não será em 2010, a não ser que mude alguma coisa... vou ter dois anos para incrementar os resultados das empresas, ganhar sinergias, melhorar os lucros, para poder valorizar o melhor possível...", afirmou.

Fusão com Pilgrim's

O presidente da empresa admitiu que uma possibilidade também seria realizar a chamada "fusão reversa" com as ações da Pilgrims'Pride, companhia aberta nos EUA.

Se a Pilgrim's se juntasse ao JBS USA, esta passaria a ter capital aberto, o que resolveria o problema da conversão das debêntures. Mas Batista ressaltou que isso não está em andamento, sendo por ora apenas algo sugerido por analistas.

Batista ainda negou que o JBS seja favorecido pelo BNDES. "É o maior absurdo dizer que nos escolheu. Espera aí, quem comprou a Swift fomos nós. Então ele tem que nos financiar, não outro. Quem comprou a Pilgrim's fomos nós, não foi a Brasil Foods. Se fosse a Brasil Foods, financiaria a Brasil Foods."

"Quem comprou o Bertin fomos nós. Como ele tinha colocado dinheiro no Bertin... Aí a imprensa fala em 7 bilhões (de reais). Alto lá! Três dos sete bilhões vieram com o Bertin."

Veja mais da JBS

Siga as últimas notícias de Mercados no Twitter 

Últimas Notícias

Ver mais
Brasil sofre duas vezes com a alta do petróleo, diz Alexandre Silverio, CEO da Tenax Capital
seloMercados

Brasil sofre duas vezes com a alta do petróleo, diz Alexandre Silverio, CEO da Tenax Capital

Há 5 horas

Itaú vê espaço para consolidação no setor de saúde e aponta quem irá liderar de M&As
seloMercados

Itaú vê espaço para consolidação no setor de saúde e aponta quem irá liderar de M&As

Há 5 horas

CVC Capital Partners quer captar US$ 1,33 bilhão em IPO – se o Oriente Médio deixar
Exame IN

CVC Capital Partners quer captar US$ 1,33 bilhão em IPO – se o Oriente Médio deixar

Há um dia

Ibovespa cai e fecha no pior patamar do ano com ataque de Irã a Israel e mudança de meta fiscal
seloMercados

Ibovespa cai e fecha no pior patamar do ano com ataque de Irã a Israel e mudança de meta fiscal

Há um dia

Continua após a publicidade
icon

Branded contents

Ver mais

Conteúdos de marca produzidos pelo time de EXAME Solutions

Exame.com

Acompanhe as últimas notícias e atualizações, aqui na Exame.

Leia mais