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Ação da BrasilAgro ganha com reavaliação de terras

Avaliação feita pela Deloitte ficou 16,7% acima da realizada pelos analistas do HSBC; preço-alvo foi elevado

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Potencial de valorização dos papéis da BrasilAgro chega a 49,3%; recomendação de alocação acima da média é reiterada (Joel Silva)

Potencial de valorização dos papéis da BrasilAgro chega a 49,3%; recomendação de alocação acima da média é reiterada (Joel Silva)

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Marcel Salim

Publicado em 23 de dezembro de 2011 às, 15h00.

São Paulo – A BrasilAgro (AGRO3) já é conhecida desde 2005, quando foi constituída, por explorar oportunidades no mercado imobiliário agrícola. E o crescimento deste negócio nos últimos meses tem atraído a atenção dos analistas Pedro Herrera e Diego Maia do HSBC.

O banco de investimentos elevou o preço-alvo para as ações ordinárias da companhia de 13 para 15 reais, citando as avaliações de terra acima do esperado, além da expansão das áreas plantadas e o aumento da receita com a venda de grãos e cana-de-açúcar. Em relatório enviado aos clientes, os analistas reiteraram a recomendação para os ativos da companhia em overweight (alocação acima da média do mercado).

O crescimento da BrasilAgro pode ser traduzido pelos números apresentados pela companhia durante o primeiro semestre de 2011. Em janeiro deste ano, a BrasilAgro reportou seu primeiro Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) positivo, que totalizou 7 milhões de reais entre outubro e dezembro de 2010. A cifra foi superior ao esperado pelos analistas do HSBC, que estimavam um Ebitda de 4 milhões de reais.

Na mesma tendência, a receita com grãos atingiu 16 milhões de reais, enquanto o faturamento com cana-de-açúcar atingiu 21 milhões de reais: cifras melhores do que o observado em 2010 e que agradou a equipe de pesquisa.

Terras

Uma avaliação independente das fazendas da BrasilAgro, realizada pela Deloitte, mostrou que as propriedades valorizaram aproximadamente 103,7% em relação a seu custo de aquisição. “Em média, a avaliação ficou em torno de 16,7% acima da nossa e cerca de 10% acima da anterior, realizada em 2008”, destacam. Segundo eles, a avaliação mostra que, em média, os valores das fazendas subiram a uma taxa de crescimento médio anual em torno de 41% desde a aquisição.

Desafios

Para continuar a crescer, Herrera e Maia destacam que a companhia deve apurar caixa. A BrasilAgro aumentou seu capital em ações, para 3 bilhões de reais, ante 1,5 bilhão de reais anteriormente, posicionando-se para levantar capital adicional.

A empresa também está preparando uma nova oferta de ações, mas decidiu prorrogar a operação por até 3 semanas para avaliar as condições de mercado. O pedido de prorrogação foi feito ontem (7) à Anbima.

“Esperamos que os recursos apurados sejam direcionados para a aquisição de mais terras. No final do segundo trimestre de 2011, a empresa tinha 50 milhões de reais restantes em caixa líquido e precisa de recursos para continuar a crescer. Além disso, uma possível emissão ajudará a aumentar a liquidez das ações da empresa, com expectativa de aumentar o free-float (um nível de 25% de seu capital em circulação no mercado), dependendo da participação dos principais acionistas”, estimam os analistas do HSBC.

A Brasil Agro tem como principal acionista a argentina Cresud, única empresa do setor agrícola do país vizinho cujas ações são negociadas na Bolsa de Buenos Aires e na Nasdaq.

“Vemos o aumento na liquidez como essencial para a avaliação da BrasilAgro. Acreditamos também que uma menor participação da Cresud seria positiva para a companhia, pois o governo continua a discutir restrições sobre a posse de terras por estrangeiros”, opinam.

Leia mais: Queda recente das ações da OdontoPrev é injustificável, alerta HSBC

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