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Até 50 ações americanas podem negociar no Brasil em breve

O anúncio de que 10 estrangeiras passarão a ser negociadas na BM&FBovespa a partir do segundo semestre é apenas o início de uma estratégia ainda maior

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Da Redação

Publicado em 27 de abril de 2010 às 19h20.

São Paulo - O anúncio de que 10 empresas americanas passarão a ser negociadas na BM&FBovespa (BVMF3) a partir do segundo semestre é apenas o início de uma estratégia que visa trazer até cinquenta companhias que hoje operam nos Estados Unidos, além de outras que são listadas na Ásia e na Europa. Os papéis serão negociados no mercado de balcão, funcionando da mesma forma que um investimento no exterior.

"No começo serão apenas BDRs (Brazilian Depositary Receipts) de ações negociadas nos EUA, mas nada impede que isso também aconteça em outras regiões. O desenvolvimento vai depender do interesse do mercado, mas até 50 nomes é fácil chegar", aponta Julio Ziegelmann, diretor de renda variável da BM&FBovespa.

Como os BDRs a serem ofertados são do tipo Nível 1, ainda não estarão disponíveis para a negociação direta pelos investidores pessoas físicas. Esse público só poderá adquirir os papéis por meios de fundos de investimentos, principalmente os multimercados. Além deles, instituições financeiras e profissionais que trabalham no mercado financeiro poderão negociar, explica Ziegelmann.

O potencial para esse mercado é enorme, aponta o executivo. "Na bolsa do México (BMV), as negociações com esses  papéis já representam 30% do volume. Estamos super positivos", destaca. Na BMV, o número de empresas disponíveis passa de centenas. Além dos Estados Unidos, há empresas da França, Inglaterra, Suíça, Alemanha, Finlândia, Japão, China, entre outros.
 

De início, a ideia foi bem recebida pelo mercado. "É interessante para diversificar o risco e comprar ativos não ligados à economia brasileira", afirma o analista da Leme Investimentos, João Pedro Brugger. As primeiras ações a serem ofertadas serão: Apple, Google, Bank of America, Arcelor Mittal, Goldman Sachs, Billiton, Wal Mart, Exxon Mobil, Mc Donald's e Pfizer.

"É sempre bom quando há mais oportunidades de diversificação", adiciona Felipe Zaghen, sócio-gestor da Equitas.  "Mas o mercado vai precisar de um tempo para começar a entender o modelo proposta", pondera Zaghen. "Eventualmente podemos até fazer alguma aposta macro e comprar papéis estrangeiros e vender outros locais", indica o  gestor de renda variável da Daycoval Asset, Guilherme Mazzilli.

A primeira leva de empresas foi trazida pelo Deutsche Bank, instituição que ficará responsável por garantir a relação entre o papel negociado aqui e nos Estados Unidos. A bolsa já publicou um edital de concorrência para outros bancos. Os interessados em trazer a nova cesta de 10 empresas devem manifestar o interesse à BM&FBovespa até o dia 31 de maio.

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