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Quanto custa pagar o INSS para quem não tem carteira assinada?

Trabalhadores informais podem garantir benefícios previdenciários com contribuições a partir de R$ 75,90 em 2025

O contribuinte individual tem acesso a todos os benefícios previdenciários, especialmente se optar pela contribuição completa de 20%. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O contribuinte individual tem acesso a todos os benefícios previdenciários, especialmente se optar pela contribuição completa de 20%. (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Publicado em 29 de abril de 2025 às 16h05.

Trabalhar sem carteira assinada não significa ficar sem proteção previdenciária. No Brasil, é possível contribuir para o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de forma autônoma, mantendo o direito a aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios. Para quem atua por conta própria ou como microempreendedor, existem alternativas de contribuição que se ajustam ao perfil e à capacidade financeira de cada trabalhador.

Formas de contribuir para o INSS sem carteira assinada

Existem três modalidades principais para quem deseja pagar o INSS de forma independente: como Microempreendedor Individual (MEI), Contribuinte Individual ou Contribuinte Facultativo. Cada uma delas tem regras específicas de contribuição e benefícios garantidos.

Microempreendedor Individual (MEI)

O MEI é uma das formas mais populares para formalizar atividades autônomas. A contribuição para o INSS corresponde a 5% do salário mínimo, que, em 2025, equivale a R$ 75,90 mensais. Esse valor é pago junto com o DAS, documento que também inclui tributos municipais e estaduais.

Ao contribuir como MEI, o trabalhador tem direito a benefícios como aposentadoria por idade, salário-maternidade, auxílio-doença e pensão por morte. Para quem deseja se aposentar por tempo de contribuição, é possível complementar o pagamento, aumentando a contribuição mensal.

Contribuinte Individual (Autônomo)

Quem atua por conta própria, mas não se enquadra como MEI, pode se registrar como contribuinte individual. Existem duas opções:

Plano Normal: contribuição de 20% sobre o salário escolhido, entre o mínimo (R$ 1.518) e o teto do INSS (R$ 8.157,41). No caso de contribuição sobre o salário mínimo, o valor mensal é de R$ 303,60.

Plano Simplificado: contribuição de 11% sobre o salário mínimo, resultando em R$ 166,98 por mês. Essa opção dá direito a benefícios como aposentadoria por idade, mas não permite a aposentadoria por tempo de contribuição.

O contribuinte individual tem acesso a todos os benefícios previdenciários, especialmente se optar pela contribuição completa de 20%.

Contribuinte Facultativo

O contribuinte facultativo é aquele que não exerce atividade remunerada — como estudantes, donas de casa ou pessoas entre empregos — mas deseja manter a contribuição para garantir direitos futuros. As condições de pagamento seguem os mesmos moldes do contribuinte individual: 20% sobre o salário de contribuição (Plano Normal) ou 11% sobre o salário mínimo (Plano Simplificado). Há também a opção de contribuição com alíquota reduzida de 5% sobre o salário mínimo para facultativos de baixa renda que atendam a critérios específicos.

Principais vantagens de contribuir para o INSS

Mesmo sem carteira assinada, manter a contribuição para o INSS ativa oferece proteção social em momentos de necessidade. Entre os principais benefícios estão:

  • Acesso à aposentadoria por idade ou por tempo de contribuição (conforme a forma de recolhimento);
  • Auxílio-doença em caso de incapacidade temporária para o trabalho;
  • Salário-maternidade para gestantes;
  • Pensão por morte para dependentes;
  • Auxílio-reclusão para dependentes em caso de prisão do segurado.

Como gerar e pagar a contribuição

Para pagar o INSS como contribuinte individual ou facultativo, é necessário gerar a Guia da Previdência Social (GPS), que pode ser emitida no site ou no aplicativo Meu INSS. O pagamento pode ser feito em bancos, lotéricas ou canais digitais. Já o MEI emite o Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) diretamente no Portal do Empreendedor.

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