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Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 13 de julho de 2026 às 09h28.
Última atualização em 13 de julho de 2026 às 09h30.
A empresa, dona também do Facebook, afirmou que pretendia oferecer uma ferramenta criativa e permitir que as pessoas controlassem se seus conteúdos públicos poderiam ser usados como referência. Segundo a Meta, porém, as críticas mostraram que o recurso “não atingiu o objetivo” e, por isso, deixou de ser oferecido.
Chamado Muse Image, o modelo de geração de imagens havia sido apresentado pela Meta Superintelligence Labs, laboratório da companhia dedicado ao desenvolvimento de sistemas avançados de inteligência artificial. Integrada ao Meta AI, a tecnologia aceitava fotografias como entrada e permitia editar as imagens geradas por meio de desenhos feitos pelo usuário.
A principal crítica era que a autorização para o uso das imagens teria sido ativada automaticamente, sem exigir uma manifestação prévia e explícita dos donos das contas.
A atriz Hannah Einbinder, vencedora do Emmy e conhecida pela série Hacks, afirmou no Instagram que a opção havia sido habilitada automaticamente. Ela também orientou seus seguidores a desativarem o recurso nas configurações da plataforma.
O SAG-AFTRA, sindicato que representa atores e outros profissionais do setor audiovisual nos Estados Unidos, também recomendou que seus integrantes e demais usuários do Instagram recusassem a utilização de suas imagens pelo sistema.
Para a entidade, qualquer mecanismo diferente de um opt-in, modelo em que o usuário precisa autorizar expressamente a participação, seria inadequado diante dos riscos associados ao uso de imagens pessoais por sistemas de IA generativa.
Após a retirada da ferramenta, o SAG-AFTRA classificou a decisão como responsável. O sindicato afirmou que os riscos das réplicas digitais produzidas sem consentimento já são amplamente conhecidos e que um recurso capaz de estimular esse tipo de prática seria imprudente.
As chamadas réplicas digitais são representações criadas por computador que reproduzem o rosto, a voz ou outros traços de uma pessoa. O tema ganhou espaço nas discussões do setor audiovisual porque essas tecnologias podem ser utilizadas para simular atuações sem a participação direta ou a autorização dos profissionais retratados.
O recuo da Meta reforça a pressão para que empresas de tecnologia adotem mecanismos claros de consentimento antes de utilizar fotografias, vídeos ou outros conteúdos pessoais em ferramentas de inteligência artificial.
Embora conteúdos publicados em contas abertas possam ser vistos por qualquer pessoa, organizações de defesa da privacidade e representantes de profissionais argumentam que a exposição pública não equivale a uma autorização automática para a criação de novas imagens ou representações digitais.