Airbus mostra como será avião não poluente e 100% movido a hidrogênio

A companhia afirma que para "cumprir o alvo ambicioso de 2035", o programa ZEROe precisará ser lançado oficialmente até 2025

A empresa europeia Airbus anunciou na segunda-feira, 21, seus planos e imagem conceito para seu futuro avião movido a hidrogênio e com zero emissão de elementos poluentes na atmosfera. Os veículos, parte do programa ZEROe, poderão ficar prontos em 2035, segundo a companhia.

As três versões do ZEROe terão a combustão de hidrogênio por meio de turbinas modificadas --- nesses casos, o hidrogênio entra em combustão com o oxigênio --- além de gerar poder elétrico o suficiente para que as aeronaves sejam consideradas híbridas. A companhia afirma que para "cumprir o alvo ambicioso de 2035", o programa precisará ser lançado até 2025. "Isso dá aos nossos engenheiros aproximadamente cinco anos para amadurecer as tecnologias necessárias de hidrogênio", afirmou a empresa em um comunicado publicado em seu site oficial. Uma aeronave em escala real deve ser divulgada já no final dos anos 20.

O setor aeronáutico foi um dos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus e fabricantes de aeronaves como a Airbus e a Boeing sofreram quedas de 43% e 36% respectivamente, segundo a companhia americana de serviços Deloitte.

Além disso, um movimento chamado "flygskam" (ou "vergonha de voar", em tradução literal) causa preocupação nas empresas do setor ao redor do mundo, apesar de ter começado na Suécia. Com ele, as pessoas começaram a boicotar viagens de avião e a pensar em alternativas mais "limpas" ecologicamente por conta de quanto carbono um avião pode emitir --- o setor, no entanto, afirma ser responsável por 2 a 3% das emissões mundiais. As estimativas da Airbus apontam que o combustível de hidrogênio tem o potencial de reduzir a emissão de CO2 em até 50%.

Os novos aviões da Airbus, então, podem resolver dois problemas de uma vez: a preocupação dos passageiros com a poluição do problema e também como uma forma de reverter as perdas causadas pela pandemia a longo prazo.

Confira abaixo como serão os três modelos:

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