Enel: “liderança gentil” é a chave para o futuro do trabalho

Na companhia de energia, o trabalho pós-pandemia é pautado na construção de confiança entre as pessoas
 (Nunno Fonseca/Divulgação)
(Nunno Fonseca/Divulgação)
Por exame.solutionsPublicado em 19/01/2022 09:00 | Última atualização em 19/01/2022 09:09Tempo de Leitura: 4 min de leitura

Líder na geração de energia renovável no mundo, a Enel vai triplicar sua capacidade de geração de energia limpa globalmente nos próximos dez anos chegando a um total de 154 GW até 2030. A empresa também vai avançar na digitalização das redes de energia em todos os países em que atua, trabalhando fortemente para impulsionar a eletrificação, com a substituição de combustíveis fósseis por renováveis em todos os setores da economia, e assim contribuir com o combate ao aquecimento global. Para alcançar o propósito de construir um amanhã melhor para todos, além dos robustos investimentos, a estratégia da companhia é pautada internamente na valorização de seus colaboradores.

Segundo Alain Rosolino, Diretor de Pessoas e Organização da companhia, “a criação de valor sustentável para o negócio na Enel coincide com a criação de valor para as pessoas, pois liberando o potencial das pessoas, liberamos também o potencial do negócio. Com a pandemia, entendemos que nunca foi tão importante conquistar a confiança das pessoas. É por meio da confiança que iremos superar desafios do negócio, trazer resultados, aumentar o engajamento do time e envolver nossos stakeholders na criação de um futuro melhor”.

“No mundo atual, tudo pode ser replicado, até mesmo tecnologias podem ser alcançadas facilmente. Mas a motivação das pessoas é algo que não se pode comprar ou copiar. O que tem valor para as pessoas gera valor ao negócio. Isso destaca quanto é importante construirmos um ambiente de trabalho cada vez mais diverso, não só como responsabilidade ética e social mas como uma ferramenta de inovação e atração de talentos.”

Alain Rosolino (Diretor de Pessoas e Organização da ENEL)

 

Espaço kids: tranquilidade para os colaboradores que levarem os filhos ao trabalho. (Nuno Fonseca/Divulgação)

Escuta ativa

Para passar da teoria à prática, a Enel cria diversas ações para promover essa cultura através do exemplo. A empresa desenvolveu um conceito que vem propagando entre seus colaboradores de “liderança gentil”. A nova filosofia de trabalho é calcada no reconhecimento da humanidade de seus colaboradores e visa alcançar resultados com o fortalecimento das conexões humanas.

A filosofia passa pela empatia e escuta ativa entre líderes e liderados e pelo compartilhamento das vulnerabilidades, levando a um processo de construção de confiança.

Além de encontros com convidados externos, eventos com a liderança foram realizados. “Os líderes são incentivados a encorajar cada colaborador a expressar suas dúvidas e preocupações, sempre com uma escuta empática e sem julgamentos. É preciso ainda estar atento aos sinais de estresse e angústia, bem como mostrar-se à disposição para dar conforto e ajuda”.

A partir disso, são traçados planos de desenvolvimento que preveem oficinas em que cada time estimula uma conversa da forma mais transparente possível sobre o que cada um pode melhorar. Ao final, compromissos são estabelecidos, compartilhados entre líderes e liderados, e acompanhados ao longo do ano em um processo contínuo de desenvolvimento”. A hierarquia é importante na execução da estratégia, mas quando se trata de novas ideias e projetos.

Diversidade em pauta

Rosolino ressalta também que a valorização da diversidade, em todas as suas dimensões, é uma característica fundamental de um líder gentil e, claro, imprescindível para que todos os colaboradores possam dar o melhor de si.

Por isso, a empresa vem trabalhando para ter um quadro de colaboradores mais representativo: em 2021, 40% dos mais de 900 novos contratados pela Enel foram mulheres e, em cargos de gerência, a proporção de mulheres na alta gestão saltou de 20% para 31%. Em 2022, a empresa pretende manter o mesmo ritmo de crescimento, valorizando os mais diferentes aspectos da diversidade de ideias e culturas como fonte inesgotável de criação e inovação.

“No C-Level, já chegamos a esse equilíbrio representativo, já que duas de nossas quatro distribuidoras já têm mulheres como presidentes”, explicou o executivo. “No ano que vem, está decidido que pelo menos 50% de nossas contratações devem ser de mulheres, para que esse equilíbrio seja alcançado no restante da companhia também. É um trabalho gradual, que requer tempo. Mas estamos acelerando.”

Além disso, outras diversidades são sempre bem observadas dentro da Enel. “Não existem tabus a ser debatidos, queremos construir nosso próprio caminho e entendemos que isso só acontecerá quando de fato entendermos e aplicarmos, no nosso dia a dia, que a diversidade é o grande poder da humanidade”, finaliza o executivo.