geral

China investirá mais US$ 5,691 bilhões na Venezuela

Ministros e funcionários dos dois países assinaram acordos na presença dos presidentes Nicolás Maduro e Xi Jinping,


	Presidente da China, Xi Jinping: acordos preveem um investimento de US$ 5,691 bilhões da China na Venezuela
 (Ed Jones/AFP)

Presidente da China, Xi Jinping: acordos preveem um investimento de US$ 5,691 bilhões da China na Venezuela (Ed Jones/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 21 de julho de 2014 às 17h11.

Caracas - A Venezuela e a China assinaram nesta segunda-feira uma nova bateria de acordos de cooperação conjunta em diversos temas, e três deles preveem um investimento de US$ 5,691 bilhões de Pequim ao país sul-americano.

Na presença dos presidentes Nicolás Maduro e Xi Jinping, ministros e funcionários dos dois países assinaram os acordos, um de US$ 4 bilhões para o chamado Fundo Conjunto Chinês-Venezuelano.

O Fundo receberá neste momento, detalhou o acordo, USS$ 6 bilhões, dos quais US$ 4 bilhões virão do Banco de Desenvolvimento da China e US$ 2 bilhões do Fundo de Desenvolvimento Nacional (Fonden) da Venezuela.

Também foi assinado um memorando de entendimento e cooperação financeira que compromete o Exibank da China a entregar à companhia petrolífera estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) US$ 1 bilhão "para a compra de bens e serviços para a indústria, assim como a promoção de novos projetos petroleiros".

A China fornecerá adicionalmente US$ 691 bilhões para a certidão e exploração de reservas minerais da Venezuela e também "para o desenvolvimento de uma mina de ouro e cobre" no sul venezuelano.

De 2007 até o início deste ano, a China investiu mais de US$ 40 bilhões na Venezuela através do denominado Fundo Misto Chinês Venezuelano, que permite financiar mais de 200 projetos venezuelanos de desenvolvimento, e o Fundo Pesado Chinês-Venezuelano.

A Venezuela pagou a China com a exportação de 524 mil barris diários de petróleo e derivados, volume que espera elevar para um milhão de barris por dia para 2016.

Entre outros acordos assinados hoje, destacou um "de cooperação financeira" por um montante não informado para "agilizar os processos de emissão de apólices de seguros tanto para créditos de exportação assinados pela PDVSA para projetos petroleiros e de gás natural contratados com empresas da China", e de outros que "garantam a exportação de produtos e equipamentos mecânicos e elétricos".

Também foi assinado um acordo para a compra venezuelana de dez mil veículos chineses para uso particular e transporte escolar, e 1.500 ônibus, o que inclui "capacitação de pessoal para a manutenção, peças de reposição e instalação de sistemas automatizados de cobrança de passagens".

Além disso, os governos assinaram acordos para a criação de empresas binacionais para a produção de adubos, agroquímicos e materiais de construção.

Finalmente, foi fechada a próxima instalação de uma fábrica de cimento no estado Lara (nordeste), que aumentará a atual produção venezuelana, de 10 milhões de toneladas anuais em 10%.

A Chancelaria da China, adicionalmente, doou a da Venezuela 10 milhões de iuanes (US$ 3,58 bilhões) "para financiar em 2015 a capacitação de funcionários de médio e alto nível para fortalecer a troca e a cooperação de desenvolvimento dos recursos humanos". EFE

Acompanhe tudo sobre:acordos-empresariaisÁsiaChinaNicolás MaduroPolíticosVenezaXi Jinping

Mais de geral

Saúde mental, 13º salário, home office: Como empresas no RS podem apoiar o retorno dos funcionários?

Mais na Exame