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O ecossistema cripto é formado por centenas de projetos que disputam diariamente a atenção de fundos, empresas e investidores em busca de capital para viabilizar suas ideias e negócios. Em muitos casos, os projetos embrionários acabam focando no chamado capital de risco, ou venture capital, que é mais aberto a investimentos com potencial de retorno mais incerto. Entretanto, os aportes no mundo cripto caíram nos últimos meses.

Dados reunidos pela plataforma Rootdata mostram que, entre junho de 2022 e junho de 2023, o total investido em operações de venture capital caiu 71,3%, indo de US$ 1,81 bilhões para US$ 520 milhões. A queda coincidiu com o movimento de alta de juros nos Estados Unidos, que tradicionalmente leva a uma redução de liquidez no mercado e perda de apetite por risco entre investidores.

Com isso, modalidades como o de capital de risco perdem espaço no mercado para opções de investimento mais seguras. O número de rodadas de aportes por mês também caiu no mesmo período, passando de 149 em junho de 2022 para 84 em junho deste ano. O número é o menor registrado nesse intervalo de tempo. Em número de rodadas, o recorde foi em junho de 2022, mas o maior valor total aportado foi visto em setembro do ano passado, atingindo US$ 1,85 bilhões.

Investimento por segmento

Os dados da Rootdata mostram que o setor de infraestrutura cripto é o que mais recebe investimentos de capital de risco. Ele manteve a posição em quase todos os meses do último ano. Em junho, projetos do segmento receberam US$ 213 milhões em aportes, quase metade do total.

A maior queda ocorreu no setor de projetos com tokens não-fungíveis (NFTs, na sigla em inglês). Em 2022, ele se manteve na segunda posição em vários meses e chegou até a liderar os investimentos em agosto, mas então entrou em uma trajetória de queda. Atualmente, ele é a área que menos recebe investimentos: foram US$ 12,3 milhões em junho de 2023.

Em segundo lugar, está o setor de CeFi - finanças centralizadas - que engloba plataformas centralizadas no mercado cripto. No mês passado, ele obteve US$ 101 milhões em aportes. O segmento de jogos ficou com o terceiro lugar, e o de finanças descentralizadas (DeFi, na sigla em inglês), em quarto.

Os projetos baseados no blockchain Ethereum são os que mais receberam investimentos de capital de risco, em especial nas áreas de DeFi, infraestrutura e NFTs. O segundo lugar ficou com a Polygon, e o terceiro, com a BNB Chain. Fecham o top 5 os blockchains Arbitrum e Avalanche.

Apesar da queda nos investimentos em projetos por meio de capital de risco, outros elementos do ecossistema cripto seguem atraindo capital. As criptomoedas, por exemplo, entraram em um ciclo de valorização nas últimas semanas, com o bitcoin e o ether voltando a ter saldo positivo de investimentos por parte dos chamados investidores institucionais.

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