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Remy Sharp
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A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou nesta sexta-feira, 2, a criação de um grupo de trabalho técnico específico para auxiliar no desenvolvimento do Real Digital, a moeda digital de banco central (CBDC, na sigla em inglês) do Brasil. O grupo contará com a participação de representantes de 20 bancos associados à organização.

Em um comunicado sobre o tema, a Febraban explicou que o grupo servirá para a promoção do "debate técnico sobre segurança, privacidade, resiliência, interoperabilidade e escalabilidade da moeda digital" entre os bancos. Ao mesmo tempo, ele incentivará "a troca entre as instituições de avaliações sobre o futuro desta iniciativa".

Nesse sentido, a expectativa da associação é que o grupo ajude a antecipar  "discussões como possibilidades de negócios, papéis e responsabilidades dos envolvidos no processo". A Febraban também anunciou que assinou um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o Banco Central para ajudar na criação do protótipo do Real Digital a partir da infraestrutura necessária para a realização dos testes.

Carolina Sansão, diretora-adjunta de Inovação, Tecnologia e Cibersegurança da Febraban, destacou que a federação "está colaborando com o regulador nos testes do Real Digital e ainda com seus bancos associados escolhidos para participarem dos testes que começam agora. O Real Digital e a economia tokenizada trarão muita inovação para as operações financeiras”.

A Febraban ressaltou ainda que alguns de seus associados estão entre os selecionados para participar da etapa de teste do piloto da CBDC brasileira. Bancos como o Bradesco, Itaú, BTG Pactual, Santander, BV, ABC e Banco do Brasil foram anunciados pela autarquia a partir das propostas de testes enviadas. Ao todo, foram 14 propostas aprovadas.

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Usos do Real Digital

O comunicado da federação destacou que a previsão atual é encerrar a fase do piloto até dezembro deste ano: "Resolvidas as questões principais de segurança, de funcionamento da infraestrutura e de privacidade das informações, será a vez de expandir a participação da população. A estimativa do Banco Central é lançar uma moeda digital até o fim de 2024".

Entre os possíveis usos para o Real Digital, a Febraban disse que "o projeto vai permitir, por exemplo, que o cliente possa pedir ao seu banco a geração de um token (ativo digital) de um depósito bancário, de qualquer valor. Esse token poderá ter valor parcial ou integral do montante que o cliente tenha na instituição financeira".

"Com isso, o cliente poderá pegar esse token e fazer transações financeiras fora do horário comercial e nos finais de semana para aquisição de produtos e serviços disponíveis para este nicho, por exemplo, comprar um título público, diversificar os próprios investimentos, entre outros", destaca o comunicado.

Na visão da Febraban, o Real Digital deverá ser mais usado por pessoas jurídicas, em um mercado que "ainda vai se desenvolver". Na visão da organização, neste momento "está sendo construída a infraestrutura que permita a tokenização desses depósitos e, a partir daí, o cliente terá um leque de oportunidades para outros produtos e serviços no sistema financeiro".

O comunicado cita ainda a tecnologia blockchain como base para a CBDC, destacando que ela é "uma inovação em tecnologia da informação que, usando criptografia, permite criar registros, sem controle centralizado, encadeados e dependentes entre si". "Essa capacidade possibilita operações mais eficientes e seguras no sistema bancário", ressalta a Febraban.

A expectativa da federação é que fase do piloto sirva para abrir "um portal para outras transações mais complexas e comercialização através da rede blockchain, com os contratos inteligentes, no qual todos os detalhes do acordo e a sequência de passos são registrados. Assim, o negócio somente se concretizará e de forma automática, se as condições inseridas no contrato forem cumpridas entre as partes, sem a necessidade de intermediários não financeiros garantindo o processo".

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