Criptoativos são destaque no Fórum Econômico Mundial em Davos

Os ativos digitais são um dos grandes destaques do Fórum Econômico Mundial, que acontece nesta semana em Davos, na Suíça. Empresas organizam painéis dentro e fora da conferência atraindo o público
O Fórum Econômico Mundial é conhecido por suas reuniões com personalidades de todo o mundo (World Economic Forum / Benedikt von Loebell/Divulgação)
O Fórum Econômico Mundial é conhecido por suas reuniões com personalidades de todo o mundo (World Economic Forum / Benedikt von Loebell/Divulgação)
Por Gabriel MarquesPublicado em 23/05/2022 17:38 | Última atualização em 23/05/2022 17:52Tempo de Leitura: 3 min de leitura

Os criptoativos são um dos destaques no Fórum Econômico Mundial, que acontece anualmente em Davos, na Suíça. Apesar da recente queda nos mercados, líderes do setor estão presentes na expectativa de encorajar a adoção institucional da classe de ativos.

O Fórum Econômico Mundial é conhecido por suas reuniões nos Alpes Suíços, em que comparecem os principais líderes empresariais e políticos, assim como intelectuais e jornalistas para discutir questões urgentes às nações, como saúde e o meio ambiente.

(Mynt/Divulgação)

Muitas empresas que atuam com a tecnologia blockchain estão na conferência pela primeira vez, mesmo que seja do lado de fora, como é o caso da Securrency, empresa de infraestrutura digital baseada em Abu Dhabi que montou uma agenda de painéis sobre criptomoedas a poucos passos do cordão de segurança dos painéis principais. Segundo o CEO, Dan Doney, a empresa está lá para “construir relacionamentos e networking e mostrar que pode juntar novas tecnologias com finanças tradicionais”, comentou ele à Reuters.

Enquanto isso, a Tether, terceira maior criptomoeda do mundo por valor de mercado, oferecia pedaços de pizza de graça em comemoração ao Bitcoin Pizza Day, celebrado todo dia 22 de maior, data que marcou a primeira troca de um bitcoin por mercadoria que se tem notícia. O programador Lazlo Hanyecz pagou 10.000 bitcoins por duas pizzas grandes — o equivalente a US$ 300 milhões hoje.

Um dos assuntos mais comentados na conferência é, claro, o token Luna e a stablecoin UST, que perdeu sua paridade com o dólar, praticamente deixando de ser relevante dentro do mercado cripto. Segundo Jeremy Allaire, CEO e cofundador da Circle Internet Financial, responsável pela USDC, outra stablecoin pareada ao dólar, “o que mais me surpreendeu foi o quão rápido ela praticamente implodiu virando nada. Ver algo que parecia algo com alto crescimento e aparentemente competitivo simplesmente implodir em 72 horas... nunca vi algo parecido”.

Outras empresas do setor também estão presentes, como é o caso da WEF, que fornece soluções para grandes instituições como o Citigroup e o Credit Suisse, e vai receber painéis sobre a pegada de carbono das criptomoedas e o futuro das finanças descentralizadas.

De acordo com Stan Stalnacker, CSO da Hub Culture, que opera uma criptomoeda, “a presença de cripto está crescendo dentro e fora dos portões da convenção”. Ele estima que 50% das fachadas de lojas na cidade estão tomadas por iniciativas ligadas a cripto.

Os brasileiros no mundo de cripto também marcarão presença no prestigiado evento. André Portilho, head de Digital Assets no BTG Pactual vai participar de um painel sobre DeFi e inovações em cripto no palco da Global Blockchain Business Council. O maior banco de investimento da América Latina anunciou no ano passado a Mynt, sua própria corretora de criptoativos, com lançamento previsto para este ano.

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