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A Neo Química Arena deve oficialmente receber um jogo na NFL em 2024. O estádio corintiano venceu a concorrência com outros locais, e a previsão é que o Miami Dolphins esteja em solo brasileiro em setembro do próximo ano, naquela que representa a primeira semana da temporada regular.

Além do Brasil, a NFL também cogita a Espanha como um dos destinos futuros, e um dos estádios sugeridos é o Santiago Bernabéu, do Real Madrid. Brasil e Espanha são considerados pela National Football League dois dos mercados principais de captação de novos negócios e receitas, e por isso existe um objetivo de trazer o evento para esses países. Em 2023, dois países foram 'premiados' com eventos da NFL, casos de Londres, da Inglaterra, e Frankfurt, na Alemanha.

“Em suas investidas para aumentar a base de fãs fora do território americano, a NFL têm feito um trabalho de mídias sociais, parcerias de transmissão com canais de televisão como a RedeTV!, canal aberto que se somou a ESPN na penúltima edição, eventos de experiência como o tour do troféu e NFL in Brasa e agora, a exemplo do que já faz em outros países como Reino Unido e México, estuda a viabilidade de trazer seu produto ao vivo para o país, sua cartada mais ousada e de valor alto”, analisa Ivan Martinho, professor de marketing esportivo pela ESPM.

"É muito interessante essa possibilidade, pois são milhares de fãs aqui do Brasil que sonham ver de perto, sem ter condição de ir até os Estados Unidos. Nosso país tem várias arenas que conseguem trazer um produto deste nível de entretenimento, e vale lembrar que somos o terceiro maior público consumidor de NFL no mundo; isto foi devidamente mapeado e não é a toa que existe esta possibilidade", aponta Renê Salviano, CEO da Heatmap e especialista em marketing esportivo, e que faz a captação de contratos entre marcas envolvendo profissionais do esporte.

Uma prova de que o Brasil consome o futebol americano se deu em meados deste ano, quando a conta da NFL Brasil foi a primeira entre todas do cenário internacional da liga a alcançar a marca de 1 milhão de seguidores.

"A NFL é uma das principais ligas esportivas do mundo, e a chegada ao Brasil mostra que estão atentos ao nosso grande mercado consumidor. O impacto da NFL no Brasil é enorme tanto comercialmente como no marketing também, uma vez que a liga trabalha como poucos a jornada do torcedor. Por outro lado, acirra a concorrência com os players nacionais, que precisam se aprimorar cada vez mais naquilo que oferecem para patrocinadores e consumidores", pontua Bruno Romeiro, sponsorship manager da agência de marketing esportivo Absolut Sport, e com passagem de oito anos no departamento de marketing da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

De acordo com dados do Ibope Recupom, da última pesquisa divulgada em fevereiro deste ano, a NFL tinha 35,4 milhões de fãs no Brasil. Há dez anos, esse número era de 3 milhões.

“A expansão da audiência da liga, com o passar do tempo, se converte em mais receitas para ela e, posteriormente, para seus atletas. Vivemos uma era em que se compete pela atenção, tempo e dinheiro dos consumidores. O que vão assistir? Transmitido de onde? A realização do jogo no Brasil não vai atingir ou fidelizar apenas os que estarão no estádio, mas já com semanas de antecedência vai ‘viralizar’ em redes sociais e ocupar espaço no noticiário esportivo, fazendo com que a liga seja comentada e que busquem informações sobre ela como nunca foi feito”, analisa Thiago Freitas, COO da Roc Nation Sports no Brasil, empresa de entretenimento americana comandada pelo rapper Jay-Z.

Do universo do levantamento que representa 110,5 milhões de internautas brasileiros com 18 anos ou mais, 32% se declararam interessados ou muito interessados pelo futebol americano.

"Os números da NFL vêm crescendo no Brasil, a ideia de ocorrer um evento no país é ótima, pois ajudará a divulgar ainda mais a liga. Segue a mesma linha do que outras grandes ligas tem feito e colhido ótimos bons resultados", analisa Fábio Wolff, sócio-diretor da Wolff Sports e especialista em marketing esportivo.

Ainda de acordo com a pesquisa, 51% desse público é do sexo masculino, sendo 61% entre 18 e 39 anos.

No último Super Bowl, realizado em fevereiro deste ano, a audiência global entre Kansas City Chiefs e Philadelphia Eagles foi de 56 milhões de pessoas — aumento de 7% em relação a 2022. Somente no mercado brasileiro, 2,5 milhões de pessoas assistiram à decisão, incluindo uma audiência média de mais de 500 mil fãs. Os números representam aumento de 19% em relação ao ano anterior e a maior audiência do Super Bowl no país em pelo menos uma década.

Para Sergio Schildt, presidente da Recoma, empresa especializada em infraestrutura esportiva, é possível afirmar que será um grande incremento para as ativações e o intercâmbio de informações das empresas. "Nós temos muito a aprender com a organização que produz simplesmente um dos maiores eventos televisivos do mundo. Agora, é uma troca de experiências. Da nossa parte, temos de mostrar a paixão dos nossos fãs, e como nós temos tido sucesso na promoção de alguns eventos. Os estádios que têm conseguido viabilizar multieventos são ótimos exemplos aqui no Brasil", afirma.

Empresas que oferecem serviços de alimentação, bebidas e camarotes também veem com bons olhos

Além de toda a infraestrutua, quem também vê com bons olhos são as empresas que detém camarotes nessas arenas, com serviços de alimentação e refeição. “A operação dos camarotes dos esportes americanos é uma inspiração para o que aplicamos nos projetos da Soccer Hospitality. Neste sentido, é um mercado consolidado, que consegue proporcionar experiências inéditas aos torcedores e gerar novas receitas para os clubes. Com o apelo do público sul-americano, a realização de uma partida no Brasil seria uma excelente oportunidade para ativações comerciais”, comenta Léo Rizzo, CEO da Soccer Hospitality, empresa que conta com camarotes temáticos no Allianz Parque, Neo Química Arena e Morumbi, três dos estádios foram visitados pela NFL.

“Este é um atrativo importante das arenas multiusos. Além dos shows, também conseguem adaptar os espaços para a realização de outros esportes. A possível chegada da NFL em outros países expande o leque de ações que poderão ser feitas para atrair o público infantil, em que poderão ser feitas recreações temáticas para a partida e até a instalação de brinquedos que tenham ligação com o futebol americano”, afirma Alessandro Tomazelli, CEO da Companhia do Tomate, empresa que possui camarotes voltados para festas infantis em estádios brasileiros.

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