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Para 78% dos entrevistados, investimentos em ESG devem ser aplicados nos negócios, afirma pesquisa

Para 99% dos investidores, as informações das empresas sobre ESG ajudam na hora de considerar um investimento e decidir, ou não, seguir com a aplicação de recursos

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Segundo a pesquisa Global Reporting and Institutional Investor Survey da EY, empresas tem o desafio de equilibrar o crescimento no longo prazo com o resultado de curto prazo (Thithawat_s/Getty Images)

Segundo a pesquisa Global Reporting and Institutional Investor Survey da EY, empresas tem o desafio de equilibrar o crescimento no longo prazo com o resultado de curto prazo (Thithawat_s/Getty Images)

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Fernanda Bastos

Publicado em 3 de janeiro de 2023 às, 10h44.

Última atualização em 9 de janeiro de 2023 às, 15h24.

A agenda ESG é uma temática determinante para investidores optarem ou não por companhias, como demonstra a pesquisa Global Reporting and Institutional Investor Survey da EY. De acordo com a pesquisa, 78% dos investidores entrevistados acreditam que as empresas devem investir em parâmetros ESG relevantes aos negócios, mesmo que isso reduza os lucros no curto prazo. Enquanto, apenas 55% dos líderes financeiros de empresas entrevistadas acreditam que sua empresa deve abordar questões ESG, mesmo quando isso reverter a redução do desempenho financeiro e da lucratividade de curto prazo.

Para o sócio-líder de serviços na área de Mudanças Climáticas e Sustentabilidade da EY para o Brasil, Leonardo Dutra, essa diferença de percepção sobre a relevância do ESG diz sobre a maturidade do mercado. “Investir em ESG, além de mitigar riscos, proporciona uma proteção dos negócios ao longo do tempo e nos mercados com mais maturidade esse benefício no longo prazo é mais percebido. A mentalidade em desarmonia desses dois importantes stakeholders pode impactar as organizações, além de prejudicar o bom funcionamento do mercado de capitais e os esforços coletivos contra as mudanças climáticas”. 

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Ainda segundo dados do levantamento, 99% dos investidores usam as informações ligadas a ESG que são divulgadas pelas empresas como parte de suas decisões de investimento. Mas, como equilibrar e optar pelo crescimento no longo prazo ou resultado de curto prazo quando se trata das questões ESG. 

Ricardo Assumpção, sócio-líder de ESG para a América Latina Sul e Chief Sustainability Officer da EY Brasil, comenta: “Se pensarmos que ESG garante competitividade de médio e longo prazo, é fundamental que tenhamos os conselhos de administração capacitados com esta matéria e que eles sejam agentes para bancar as estratégias, mostrando ao mercado os dados mais precisos e benefícios do investimento. Em relação ao objetivo dos investimentos ESG: eles têm relação com melhorar o retorno do investimento ou promover o desenvolvimento sustentável? Uma parte relevante de quem compra produtos financeiros lastreados em ESG, crê na segunda parte, sendo que do ponto vista de investidor é a primeira parte”. 

Pressão por resultados no curto prazo 

De acordo com o estudo, as empresas ainda estão muito focadas nos tópicos que veem como sendo pressões de curto prazo por parte dos investidores. Da pesquisa, 53% das grandes empresas com receita superior a US$ 10 bilhões por ano participantes dizem enfrentar pressões de ganhos de curto prazo por parte dos investidores, o que impede nossos investimentos de longo prazo. Já do outro lado da moeda, os investidores afirmam não receber informações robustas sobre a estratégia de crescimento de longo prazo de uma empresa. Já 80% dos investidores entrevistados afirmam que “muitas empresas não conseguem articular adequadamente a justificativa para investimentos de longo prazo em sustentabilidade, o que pode dificultar a avaliação do investimento”.

Falta de relatórios

Uma das queixas dos investidores que ficou evidente através da pesquisa foi a falta de relatório e insights baseados em dados por parte das empresas – para, assim, facilitar o processo decisório na hora de avaliar um possível investimento, o crescimento e o perfil de risco de uma empresa. Mais de sete a cada dez afirmam que “as organizações falham em criar relatórios mais aprimorados, abrangendo divulgações financeiras e de ESG, informações essas imprescindíveis para a tomada de decisão”. 

Dutra comenta que o caminho é o alinhamento entre os investidores e as empresas “Com isso, a prioridade para as empresas é se alinhar com os investidores e demais partes interessadas nas divulgações ESG e relatórios, usando como insight os três elementos que a pesquisa identificou: foco, responsabilidade e prestação de contas com transparência”. Para 76% dos investidores, as empresas são altamente seletivas na escolha das informações que fornecem sobre ESG, o que os faz questionar sobre a existência do greenwashing.

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