ESG

Opep faz encontro paralelo e monitora de perto a COP28

Na reta final da conferência do clima, em Dubai, entidade dos produtores de petróleo discute a evolução dos mercados energéticos e as suas implicações no setor árabe de energia

Pressão: produtores de petróleo refutam possível proposta da COP de cortar uso dos combustíveis fósseis (Joe Klamar/AFP)

Pressão: produtores de petróleo refutam possível proposta da COP de cortar uso dos combustíveis fósseis (Joe Klamar/AFP)

Paula Pacheco
Paula Pacheco

Jornalista

Publicado em 11 de dezembro de 2023 às 09h06.

Em Doha, começou hoje a 12ª Conferência Árabe da Energia. O tema do encontro dos representantes da Opep, a organização dos países produtores de petróleo, anunciado pela entidade, é a evolução dos mercados energéticos e as suas implicações no setor árabe de energia.

O encontro de dois dias acontece no penúltimo dia da COP28, principal conferência sobre o clima do mundo, e reúne os principais ministros da energia árabes da organização.

Ao mesmo tempo que os países produtores de petróleo se mobilizam para que não haja qualquer citação na declaração final da COP de Dubai sobre a eliminação gradual dos combustíveis fósseis, os negociadores dos países participantes da conferência do clima exercitam a habilidade de convencimento para que, de fato, haja um compromisso formal em relação ao futuro do uso do petróleo, carvão e gás natural.

A Arábia Saudita, principal liderança da OPEP, e a Rússia, grande aliado, fazem parte dos países que articulam em Dubai para que o documento final da COP28 trate apenas da redução da poluição climática, deixando de lado o combate aos combustíveis fósseis.

Em uma carta de 6 de dezembro, o secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, convocou os países integrantes da OPEP a rejeitarem todo tipo de acordo da COP28 que mire nos combustíveis fósseis em vez das emissões.

Do outro lado do discurso estão pelo menos 80 países, entre eles os Estados Unidos, a União Europeia e muitas nações pobres e vulneráveis ao clima, que saíram em defesa de um acordo na COP28 no sentido de um eventual fim da utilização de combustíveis fósseis.

O racha será o grande problema para o documento que tem de ser apresentado amanhã. Os acordos nas conferências da ONU sobre o clima têm de ser aprovados por consenso entre os cerca de 200 países. O texto final serve apenas como diretrizes, já que cada país decide como, quando e se vai cumpri-las.

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