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Empoderamento econômico e sustentabilidade: para a Coca-Cola, essas são as demandas da nova geração

Sergio Londoño, que assumiu em abril o cargo de vice-presidente de PACS (Public Affairs, Comunicação e Sustentabilidade) da Coca-Cola para América Latina, falou com exclusividade à EXAME. Executivo esteve no Brasil para acordo com a Caixa Econômica Federal

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Sergio Londoño, Vice-presidente de PACS (Public Affairs, Comunicação e Sustentabilidade) da Coca-Cola para América Latina (Coca-Cola/Divulgação)

Sergio Londoño, Vice-presidente de PACS (Public Affairs, Comunicação e Sustentabilidade) da Coca-Cola para América Latina (Coca-Cola/Divulgação)

A fabricante de bebidas Coca-Cola tem se estruturado para atingir metas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) como ter 100% das embalagens recicláveis até 2025 e atingir emissões líquidas zero até 2050. Para isto, há iniciativas recentes como o protocolo de intenções assinado em parceria com a Caixa Econômica Federal, que visa gerar impactos sociais e ambientais a partir da geração de emprego, apoio ao pequeno varejo, inclusão bancária.

Sobre essas iniciativas, Sergio Londoño, Vice-presidente de PACS (Public Affairs, Comunicação e Sustentabilidade) da Coca-Cola para América Latina, falou com exclusividade à EXAME. O executivo, que assumiu o cargo em abril, também detalhou as expectativas sobre sua nova etapa na companhia.

“Acredito muito em fomentar alianças e parcerias cada vez mais, para que possamos aumentar os resultados de nossas iniciativas, aprofundar e fortalecer nossos esforços por meio de nossa agenda ESG. A América Latina com sua diversidade e força é uma fonte de inspiração para mim. E, ao assumir o cargo na minha região natal, quero contribuir para o seu desenvolvimento sustentável e posicioná-la como um farol para o mundo”, diz Sergio Londoño.

Como as ações ESG estão integradas ao negócio da Coca-Cola no Brasil?

A Coca-Cola está há mais de 80 anos presente no Brasil e acreditamos muito na população e no seu desenvolvimento. Ao mesmo tempo em que trabalhamos para ser um negócio completo de bebidas, entendemos também a importância de criar um lugar sustentável para contribuir para um futuro melhor para as pessoas, as comunidades e o planeta.

Todo nosso sistema está engajado nesse propósito, e é por isso que ESG está fortemente integrado a nossa agenda de negócios. Trabalhamos principalmente com foco em três pilares, com compromissos que envolvem: economia circular de embalagens, gestão da água e acesso para comunidades e empoderamento econômico.

Como a parceria com a Caixa Econômica Federal irá funcionar?

A iniciativa é uma aliança de "match funding", que terá como foco projetos prioritários em todas as regiões do Brasil. Juntos, vamos gerar um impacto socioambiental mais significativo, com projetos que impulsionarão o desenvolvimento de mais vagas de emprego para os jovens, para continuar investindo e apoiando o trabalho do pequeno empreendedorismo varejista, fortalecendo as associações e cooperativas de resíduos, promovendo o empoderamento feminino, reforçando e ampliando os programas relacionados ao acesso à água, as proteção das bacias hidrográficas e contribuindo para uma agricultura mais sustentável.

Como empresa, reforçamos que a colaboração sempre foi parte importante do nosso crescimento. E a parceria de “match funding” com a Caixa Econômica Federal será um suporte fundamental para alcançarmos nossas metas traçadas para os programas de Água, Gestão de Resíduos e Empoderamento Econômico e Social de forma mais rápida e objetiva.

Qual a importância do Brasil na estratégia ESG para outros países?

O Brasil é um país diverso e vibrante, conhecido por sua rica cultura. Apesar dos desafios, os cidadãos brasileiros são pessoas resilientes, criativas e que trabalham diariamente para construir um futuro melhor. Como empresa, trabalhamos também para contribuir com esse desenvolvimento local. Em termos de negócios, o Brasil é o segundo maior mercado para a companhia na América Latina. E é, sem dúvida, um país estratégico e líder para várias iniciativas de ESG na região, na qual estou à frente, bem como, globalmente. Entre os exemplos de iniciativas que o Brasil está impulsionando a região, estão:

Garrafa Universal: A garrafa de vidro retornável da Coca-Cola é referência em circularidade. Pensando em promover o prolongamento da vida útil de outras embalagens e contribuir com sua visão de empresa Mundo Sem Resíduos (World Without Waste, em inglês), o Brasil lançou, em 2019, uma solução que se espalhou por toda a região, impulsionando a eficiência da coleta, limpeza e envase, oferecendo as mais diversas marcas em uma única garrafa reutilizável, com a mesma cor, forma e tamanho.

A Ellen Mac Foundation reconheceu a Garrafa Universal como uma prática líder em reutilização. Essas embalagens retornáveis atendem à necessidade de colocar mais garrafas novas no mercado, pois contam com um ciclo de "ida e volta" para reutilização 35 vezes para o vidro e 20 vezes para o PET retornável. Após seu ciclo de vida, são destinadas à reciclagem.

Diversidade Equidade e Inclusão: Aderimos ao Sim à Igualdade Racial, programa que vai gerar oportunidades para 3 milhões de pessoas nos próximos anos e 10 mil novos cargos de liderança para pessoas negras até 2030, também cofundamos a iniciativa MOVER. Somando-se a isso, o Instituto Coca-Cola Brasil contribui para o empoderamento econômico de milhões de jovens em situação de vulnerabilidade social no país.

Reciclar pelo Brasil: criado pela Coca-Cola Brasil, ANCAT (Associação Nacional de Catadores e Catadoras de Materiais Recicláveis) e outras 18 grandes empresas, o programa apoia centenas de cooperativas e associações de catadores em diversas cidades e estados brasileiros.  Nos últimos cinco anos o projeto foi responsável pela coleta e reciclagem de milhares toneladas de material reciclável, gerando renda para os catadores.

O Brasil é uma fonte de inspiração para a companhia não só na América Latina, mas para o resto do mundo. Este é um país incrível e diversificado, que nos oferece diversas oportunidades de fazer o melhor para as pessoas, para o planeta e, claro, para um negócio que gera crescimento econômico e empregos.

Um dos seus escopos é em relação à proteção das florestas. Como isto acontece?

Na Amazônia, por exemplo, trabalhamos com o apoio de atores locais como a FAS - Fundação Amazônia Sustentável - há 15 anos em busca de melhoria na qualidade de vida das comunidades locais. Um dos projetos mais importantes com a FAS é o Água+Acesso, que fornece água de qualidade às comunidades e reduz as desigualdades na região. Criado em 2017, já impactou positivamente muitas comunidades em 10 estados brasileiros e, a cada ano, o programa contribui para o tratamento e acesso de mais de um bilhão de litros de água fornecidos às comunidades.

Há outros exemplos, como o Olhos da Floresta, um programa criado pela Coca-Cola Brasil em 2016 e desenvolvido na região amazônica, que desenvolve a cadeia produtiva do guaraná e proporcionaa oportunidades de renda para as famílias. A promoção da cultura também é importante para nós.  Por isso, há 27 anos patrocinamos o Festival Folclórico de Parintins.

Estamos promovendo alianças sob a liderança da Coca-Cola Brasil e outros mercados, como a Colômbia, que compartilham a Amazônia, para ajudar a proteger essa região. Fazemos parcerias para compartilhar as melhores práticas, aprender e replicar iniciativas bem-sucedidas que contribuem positivamente e ajudam a garantir a sustentabilidade da Amazônia.

Quais resultados o senhor espera alcançar no novo?

Todo progresso é coletivo quando se trata de gerar um impacto positivo em nossas comunidades.  Como empresa, estabelecemos algumas metas ambiciosas com base em nossos pilares mais importantes, tais como:

  • Água:
    • Alcançar 100% de uso regenerativo de água em 175 plantas identificadas com altos níveis de estresse hídrico até 2030.
    • Devolver um total acumulado de 2 trilhões de litros de água para a natureza e comunidades globalmente, entre 2021 e 2030.
  • Embalagens:
    • Tornar 100% das nossas embalagens recicláveis globalmente até 2025.
    • Usar pelo menos 50% de conteúdo reciclado em nossas embalagens até 2030.
    • Recolher e reciclar uma garrafa ou lata para cada uma que vendemos até 2030.
  • Clima:
    • Reduzir as emissões absolutas em 25% até 2030 em relação à linha de base de 2015.
    • Ambição de atingir emissões líquidas zero até 2050.

Acredito que tudo isso só será possível se continuarmos a trabalhar coletivamente com nossos fabricantes parceiros e demais aliados, que nos ajudam a criar esse futuro com comunidades mais vibrantes e um ambiente sustentável em todos esses locais que operamos. E eu estou totalmente comprometido com isso.

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