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Criado na pandemia, Mundo Social, do Magalu, cresce e gera renda para grupos minorizados e ONGs

Vendedores da Mundo Social, do Magazine Luiza, têm taxas menores e outros benefícios; Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magalu, vê plataforma como "forte ferramenta de inclusão"

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Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magalu, participou de evento para empreendedores da Mundo Social (Leandro Fonseca/Exame)

Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magalu, participou de evento para empreendedores da Mundo Social (Leandro Fonseca/Exame)

Quando a varejista Magazine Luiza, em 2020, acelerou o lançamento da plataforma Parceiro Magalu por conta da pandemia da covid-19, a intenção era a ajudar os micro e pequenos varejistas e os profissionais autônomos a manter seus negócios. Em seguida, no mesmo ano, percebeu-se que era possível fazer mais, ao oferecer um espaço dedicado ao empreendedor de grupos socialmente minorizados, como mulheres e pessoas negras, e que, além disto, oferecesse impacto social positivo a partir da compra, por meio da plataforma Mundo Social.

“O Mundo Social é a nossa ferramenta de digitalização de empreendedores que fazem parte de algum grupo minorizado, como mulheres, pessoas negras, pessoas da comunidade LGBTQ+, além de ONGs e projetos sociais que fazem a venda de produtos para subsidiar essas ações", explica Luiza Helena Trajano, presidente do conselho do Magazine Luiza.

Para alavancar mais esses empreendimentos, foi realizado, nesta quarta-feira, um evento presencial na sede do Magalu, em São Paulo, com os varejistas da plataforma. O objetivo foi mostrar como potencializar os negócios por meio das vendas.

"Em três anos, as vendas do Mundo Social cresceram muito. Foram 45.000% de aumento. Claro, no primeiro ano, ainda era algo bem inicial, em fase beta. Agora já é confirmado que o Mundo Social será uma forte ferramenta de inclusão", diz Luiza Helena.

O Mundo Social saiu de, em 2020, um faturamento de 4 mil reais e três vendedores para um faturamento de 1,8 milhão de reais e 89 parceiros em 2023. O crescimento se deve também aos benefícios que os parceiros recebem para vender na plataforma.

"O seller que vende no Mundo Social paga uma taxa muito reduzida, menor que um varejista comum paga para fazer uma venda no cartão no balcão. Mas não é só isso, oferecemos um pacote de benefícios que inclui categoria exclusiva em nosso super app, inserção em seleções com descontos exclusivos subsidiadas pelo Magalu, divulgação nas redes da Lu e apoio com uma série de cursos sobre o tema de empreendedorismo", diz Luiza Helena.

Faturamento para ONGs

Para além dos empreendedores, o Mundo Social é uma forma de alavancar o trabalho de ONGs parceiras, como a Amigos do Bem, ao colocar na plataforma os produtos de categorias como alimentos, moda, beleza, pet, artesanato e papelaria, além de produtos veganos e sem testes em animais. Neste caso, a renda dos produtos é revertida para a própria ONG.

De acordo com a executiva, para ser um parceiro do Mundo Social basta preencher o formulário disponível na página do projeto com todas as informações do negócio ou ONG. A partir disso, o time do Mundo Social entra em contato e dá apoio nos próximos passos. "O empreendedor faz seu cadastro na plataforma do Parceiro Magalu e em até 7 dias os produtos já estarão disponíveis para venda para todos os clientes do Magalu". São observados os critérios do negócio, se eles está passando por esse processo de digitalização, se o empreendedor faz parte de algum grupo sub representado ou se é um projeto socioambiental ou ONG.

Para Luiza Helena, a plataforma e o evento desta semana está diretamente associado ao propósito da companhia. "O Magalu, todo mundo sabe, é uma empresa que tem missão - e nossa missão é incluir. Tudo que a gente faz, também olhamos como podemos utilizar essa solução para, de alguma forma, ´devolver´, ajudar o Brasil e o brasileiro".

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