Com Pacto, grandes empresas usam Índice ESG de Equidade Racial

Pacto da Equidade Racial tem adesão de 15 novas grandes empresas que utilizam índice de referência para combater a desigualdade racial
 (Getty Images/Matthew Leete)
(Getty Images/Matthew Leete)
Por Marina FilippePublicado em 06/05/2022 08:00 | Última atualização em 13/05/2022 11:45Tempo de Leitura: 4 min de leitura

O Pacto de Promoção da Equidade Racial tem quinze novas empresas parceiras: Movile, Movile Pay, Play Kids, Afterverse, Ifood, Sympla, Zoop-, Ambev, Banco Fibra, Cesar, Gerdau, Senai, Sesi, Suzano e Vivo.

“A adesão de todas essas companhias ao Pacto é um marco na nossa história e nos enche de esperança em relação ao futuro. Pela primeira vez, estas grandes empresas brasileiras irão utilizar o Protocolo ESG Racial para mensurar e combater o racismo e a desigualdade”, diz Gilberto Costa, diretor executivo do Pacto.

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Segundo a Superintendente Executiva da Área de Pessoas do Banco Fibra, Maria Inês Pastori, essa é uma iniciativa que faz parte do Plano de Ação ESG 2022 e da estratégia para aumentar a diversidade e a inclusão no banco. “Ter ações afirmativas que reforçam nossa vocação de ser uma empresa multirracial, geram orgulho e fortalecem a nossa cultura organizacional”.

Já a Ambev criou um comitê de especialistas externos, em 2020, para tratar exclusivamente a equidade racial e assumiu um compromisso público dentro desta jornada, que envolve objetivos de representatividade negra em contratações e promoções, conscientização interna e ações para fomentar a diversidade e inclusão no seu ecossistema de parceiros.

“De lá para cá avançamos em todas essas frentes, mas sabemos que ainda há muito a ser feito. Por isso, aderimos ao Protocolo ESG Racial, para nos ajudar a mensurar o que já fizemos, como estamos e como ainda podemos avançar para promover a equidade racial dentro e fora da Ambev”, diz Carla Crippa, vice-presidente de relações com a sociedade da Ambev.

Para a Suzano, aderir ao Pacto é mais uma maneira de avançar em sua agenda de equidade racial. “Assumimos o compromisso de atingir 30% de pessoas negras em cargos de liderança sênior até 2025 e poder contar com novas ferramentas e trocas de experiências será um diferencial para obtermos sucesso nessa jornada. O futuro é agora e temos que agir com cada vez mais contundência", afirma Marcelo Bacci, que além de CFO é "patrocinador" do Grupo de Afinidade (GA) de Pessoas Negras da Suzano.

Já a Movile foi uma das primeiras empresas a assinar o Pacto de Promoção da Equidade Racial e, segundo seu CEO, Patrick Hruby, a experiência tem sido de muito aprendizado e responsabilidade. “Sermos os primeiros, nos permite aprender e, ao mesmo tempo, apoiar o Pacto para juntos estimularmos outras empresas, além de criar oportunidades para o avanço da diversidade e inclusão racial nas organizações”, ressalta Hruby.

O Pacto de Promoção da Equidade Racial

O Pacto é uma iniciativa apolítica, com o objetivo de somar esforços com outras iniciativas e organizações em prol da redução da desigualdade racial. Estimula e propõe relações éticas saudáveis entre as empresas e os empreendedores, seja através de ações afirmativas e /ou investimento social privado pautado na melhoria da qualidade da educação pública e a formação de profissionais e negros.

“A missão da associação é unir forças com as empresas, instituições e a sociedade civil para desmantelar o racismo estrutural brasileiro, promover equidade racial e a diversidade, além de contribuir para a transformação da história do nosso país”, afirma a CEO do Instituto Feira Preta/Pretahub, Adriana Barbosa.

Recentemente, a Associação Pacto da Equidade Racial lançou também o Índice ESG de Equidade Racial Setorial. A metodologia foi desenvolvida para estabelecer um parâmetro para cada segmento da economia nacional e servir como referência para as empresas que desejam combater a desigualdade racial.

O índice dá uma diretriz para que as empresas possam estabelecer suas próprias metas de desenvolvimento e perseguir seus objetivos, com o suporte do Pacto. Traz referências para as companhias, além de ser um instrumento extremamente inédito. “É mais uma ferramenta disponível para auxiliar as empresas nessa jornada que é o combate ao racismo, por meio de estatísticas”, conclui Gilberto Costa

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