C&A Brasil e Instituto C&A lançam coleção desenvolvida por empreendedores negros e indígenas

O projeto uniu as marcas Dendezeiro, Isaac Silva Brand, Nalimo e KF Branding, com quatro afroempreendedores que atuam no ramo de joias e bijuterias e estão entre 12 selecionados da segunda edição do Afrolab Moda by Instituto C&A
C&A Brasil e Instituto C&A lançam coleção desenvolvida por empreendedores negros e indígenas (C&A/Divulgação)
C&A Brasil e Instituto C&A lançam coleção desenvolvida por empreendedores negros e indígenas (C&A/Divulgação)
M
Marina FilippePublicado em 28/09/2022 às 10:01.

A varejista C&A Brasil e o Instituto C&A lançam a coleção Identidades, assinada por estilistas negros e indígenas, que tem como premissa a celebração da brasilidade na moda. O projeto uniu as marcas Dendezeiro, Isaac Silva Brand, Nalimo e KF Branding, com quatro afroempreendedores que atuam no ramo de joias e bijuterias e estão entre 12 selecionados da segunda edição do Afrolab Moda by Instituto C&A, realizada este ano pelo Instituto em conjunto com a PretaHub: Azulerde, Tropicana, Adajo Aworan e Ímpar Ateliê.

"Identidades é um projeto inédito que utiliza da C&A como ferramenta para potencializar o trabalho de inclusão produtiva que o Instituto realiza. Ele foi pensado para atender dois grandes objetivos. O primeiro é a democratização do acesso a marcas autorais lideradas por por pessoas que contribuem para o desenvolvimento das comunidades em que estão inseridas – sejam pautadas por questões raciais, territoriais ou de culturas e crenças. O segundo é oferecer para elas a visibilidade e novas possibilidades, que é a essência do nosso trabalho", afirma Gustavo Narciso, diretor executivo do Instituto C&A.

Cada uma das quatro duplas produziu looks e acessórios com temas específicos: a Isaac Silva Brand e a Tropicana inspiraram-se na escritora Maria Carolina de Jesus; enquanto a Nalimo e a Ímpar Ateliê uniram-se em uma criação que teve como base as mulheres originárias de Abya Yala (como o continente é chamado na língua do povo Kuna, ameríndios do Panamá e noroeste da Colômbia); já a Dendezeiro e a Azulerde pensaram em produzir looks agêneros, inclusivos e com modelagens inteligentes que se adequassem a todos os tipos de corpos; e a KF Branding e a Adajo Aworan apostaram na releitura dos best sellers da marca encabeçada por Kel Ferey  com aplicações ecossustentáveis características das joias da Adajo.

“A C&A Brasil e o Instituto C&A pretendem, nos próximos anos, tornar essa plataforma perene, convidando outros empreendedores no segmento da moda autoral, sem esquecer de também impactar marcas iniciantes”, diz Narciso.

Afrolab by Instituto C&A

As quatro marcas de acessórios que compõe a coleção Identidades estão entre os 12 negócios de joias, semijoias e bijuterias selecionados em todo o Brasil, em maio deste ano, pela 2ª edição do Afrolab Moda by Instituto C&A – programa voltado para apoiar e impulsionar as potências empreendedoras negras e indígenas da moda, desenvolvido em parceria com a PretaHub.

Nos últimos três meses, as marcas passaram por um processo de desenvolvimento, capacitação e aprendizagem, e todos os participantes foram convidados a expor suas marcas e produtos no Festival Feira Preta, que ocorrerá presencialmente, em São Paulo, nos dias 3 e 4 de dezembro.

"O processo criativo foi um dos pontos altos do projeto Identidades. A troca de conhecimento foi muito rica, intensa e profunda para que o desenvolvimento conjunto dos produtos ocorresse de forma a potencializar as histórias contadas na coleção principal. Os acessórios complementam as histórias contadas pelas quatro duplas trazendo uma versatilidade de matérias primas que vão desde que tem o metal, as miçangas, a cerâmica até o upcycling", afirma Narciso.

A coleção Identidades estará disponível no aplicativo, site e cerca de 30 lojas físicas selecionadas da varejista, com preços que variam de R$69,99 a R$399,99 e tamanhos que vão do PP ao GG, a partir do dia 04 de outubro. Parte das vendas da coleção serão direcionadas para a PretaHub, espaço de inovação e criatividade liderado pela Adriana Barbosa, CEO do Instituto Feira Preta.

Leia também