ESG

BB renova contrato para compra de energia renovável com a EDP

Volume contratado atende a demanda de cerca de 74 agências; parceria inclui ainda a emissão de, aproximadamente, 97 mil certificados I-RECs ao ano

BB: contrato prevê o fornecimento de 11,09 MW médios de fontes renováveis (Adriano Machado/Bloomberg)

BB: contrato prevê o fornecimento de 11,09 MW médios de fontes renováveis (Adriano Machado/Bloomberg)

Paula Pacheco
Paula Pacheco

Jornalista

Publicado em 6 de fevereiro de 2024 às 17h23.

Última atualização em 6 de fevereiro de 2024 às 17h29.

O Banco do Brasil renovou com a EDP, por um prazo de cinco anos, o contrato para a aquisição de energia de fontes renováveis por meio do Mercado Livre, na modalidade varejista.

O novo contrato prevê o fornecimento de 11,09 MW médios (ou 97.148,40 MWh/ano), no período entre 2024 e 2028, gerados de fontes renováveis. O volume é suficiente para atender a demanda de cerca de 74 unidades consumidoras do BB em 23 estados.

O contrato inclui ainda a emissão de cerca de 97 mil certificados I-RECs ao ano (485.742, no total). que asseguram a origem renovável da energia e evitam a emissão de cerca de 35 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2) por ano.

Cada Certificado de Energia Renovável (I-REC ou I-REC com Selo REC Brazil) equivale a 1 MWh de energia gerada e injetada no sistema elétrico pelo empreendimento em um determinado intervalo de tempo.

Parceria antiga

A EDP já era fornecedora do BB desde 2018, quando o banco entrou no Mercado Livre de Energia — que possibilita que os grandes consumidores escolham seu fornecedor, segundo condições contratuais pré-negociadas — e fez a melhor proposta na licitação pública, feita no final do ano passado.

Naquele momento, foi assinado o maior contrato de compra e venda de energia na modalidade varejista do Brasil. Na ocasião, o banco adquiriu, com o desembolso de R$ 86 milhões, 10 MW médios para abastecer a demanda de 24 edifícios administrativos. Hoje, o atendimento chega a 64 unidades consumidoras em diversas regiões.

 

Acompanhe tudo sobre:Energia renovávelBB – Banco do BrasilEDPEmissões de CO2

Mais de ESG

As máscaras voltaram, mas desta vez a culpa não é da covid

Tragédia no RS evidencia desafios na prevenção de eventos extremos

Flor sob risco de extinção é ameaçada pela aceleração da transição energética

Satélite ajuda Aegea a vigiar vazamentos e reduzir perdas de água

Mais na Exame