Ambipar cria empresa de certificação para auditar projetos de economia circular

A Ambipar Certification poderá certificar projetos para gestão de resíduos com práticas de aterro zero e economia circular. Empresa oferecerá “Selo Verde” aos clientes
 (Suriyapong Thongsawang/Getty Images)
(Suriyapong Thongsawang/Getty Images)
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Renata Faber

Publicado em 30/06/2022 às 11:53.

Última atualização em 30/06/2022 às 12:50.

A Ambipar, empresa de gestão ambiental, lança nesta quinta-feira, 30, a Ambipar Certification, novo empreendimento do grupo voltado para certificação de projetos de aterro zero e economia circular. A nova operação já está acreditada como um Organismo de Certificação (OCP) pelo Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro).

Seu principal produto será o Selo Verde, chancela que atesta que o cliente cumpriu a legislação, inclusive os requisitos da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e possui práticas de valorização dos resíduos e de economia circular.

De acordo com Elaine Cristina Moreira, diretora técnica da Ambipar Certification, há demanda no mercado por excelência em processos e qualidade em produtos. “Cada vez mais as instituições buscam o aperfeiçoamento de seus processos. Esse caminho é extremamente importante, quando pensamos, por exemplo, na questão dos resíduos e nas transformações que devem ocorrer mais fortemente ao longo dos próximos anos”, diz Moreira.

A certificação Selo Verde

Para obter o selo, a empresa será submetida a auditorias independentes e específicas, conforme estabelece as normas de processos, como a NBR 17.065 e NBR 17.067.

A Titan Pneus será a primeira empresa a receber o Selo Verde. O processo para a certificação teve início em maio de 2022, por meio de um piloto que contou com a confirmação do avaliador e especialista do Inmetro. A Titan Pneus atua há mais de 100 anos no mercado americano e realiza vendas em 85 países. Ela produz pneus de alta resistência para caminhões e caminhonetes, linha agrícola, florestal e fora de estrada.

Para a renovação da certificação, além de manutenções periódicas anuais, as empresas serão reavaliadas a cada três anos e novamente submetidas aos processos de análise para averiguar o atendimento às diretrizes e requisitos exigidos, bem como à PNRS. Se aprovada, a empresa novamente recebe o selo.