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Ministro Jader Filho diz que 500 mil unidades habitacionais serão financiadas só neste ano

Em evento da Esfera Brasil, ele disse estar confiante com os números do Minha Casa, Minha Vida e que é prioridade no governo Lula facilitar financiamentos

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Ricardo Nunes, Isaac Sidney, Jader Filho e Rodrigo Bicalho debateram oportunidades para o setor de habitação  (Esfera Brasil/Divulgação)

Ricardo Nunes, Isaac Sidney, Jader Filho e Rodrigo Bicalho debateram oportunidades para o setor de habitação (Esfera Brasil/Divulgação)

O ministro das Cidades, Jader Filho, afirmou nesta segunda-feira, 27, que espera chegar a meio milhão de unidades financiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida só neste ano. A meta do governo federal é entregar 2 milhões de unidades até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Jader Filho disse estar otimista com os números já alcançados. “Em outubro, ultrapassamos a meta e estávamos em 388 mil unidades. Em meados de novembro, subiu para 420 mil unidades habitacionais financiadas. Nossa expectativa é ultrapassar as 500 mil unidades só em 2023”, afirmou a empresários da Esfera Brasil em evento em São Paulo.

O ministro também garantiu ao presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, que não faltarão recursos do FGTS para o Minha Casa, Minha Vida.

“Fique tranquilo quanto aos recursos do FGTS. Desde maio, aumentamos o valor da entrada, o subsídio de R$ 47,5 mil foi para R$ 55 mil, reduzimos a taxa de juro e ampliamos o valor do teto. Com essa alteração, o mercado respondeu imediatamente”, afirmou o ministro.

No encontro que aconteceu na casa do advogado Nelson Wilians, o ministro aproveitou a oportunidade para convocar a iniciativa privada a participar. “O mercado precisa responder a esse chamado. Muitos de vocês são os motores da nossa economia. A gente precisa dos empresários para que o Minha Casa, Minha Vida possa atender as famílias do faixa um, dois e três. Elas querem realizar o sonho da casa própria. Convoco os senhores. Não faltarão recursos”, assegurou.

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Jader Filho disse ainda que a carteira de financiamentos para programas habitacionais, que era de R$ 68 bilhões, subiu para R$ 97 bilhões. Para 2024, serão R$ 104 bilhões: “Há uma negociação nossa com o Ministério do Trabalho para ampliar o valor em março”.

O ministro ressaltou que é prioridade no governo Lula o incentivo a financiamentos e parcerias para que “venham mais recursos para financiar a casa própria”.

Em discurso, a CEO da Esfera Brasil, Camila Funaro Camargo, falou da importância de ações do governo para incentivar investimentos no país. “O presidente Lula defendeu a união entre os governos federal, estadual e municipal para zerar o déficit habitacional no país. A novidade agora é que bancos privados também poderão operar no programa. Esse incentivo do governo chega em um momento muito importante, com geração de emprego e renda”, disse.

Crédito imobiliário

Segundo o presidente da Febraban, em 16 anos, o saldo do crédito imobiliário deu um salto no Brasil, passando de R$ 100,9 bilhões em 2007 para R$ 982,7 bilhões em setembro de 2023. O montante é quase dez vezes maior e ainda há espaço para crescer.

Hoje, o saldo da linha imobiliária representa 10% do produto interno bruto (PIB) brasileiro e está em torno de R$ 1 trilhão. No entanto, está muito abaixo de países, como Austrália e Suíça, cuja relação crédito imobiliário/PIB chega a ultrapassar 100%.

O Brasil ocupa a penúltima posição de tamanho de crédito imobiliário quando comparado a outros 17 países. “Temos apetite e potencial para crescer. Com os setores público e privado juntos, atuando para reduzir o custo do crédito imobiliário, a gente consegue ter uma capacidade maior de alavancagem”, afirmou Isaac Sidney.

Ele ainda destacou a importância da criação da alienação fiduciária, que é a transferência de propriedade de um bem como garantia, em substituição à hipoteca. “Um instrumento mais eficaz e efetivo de retomada da garantia. O crédito funciona pela força das garantias. Quanto mais rápido os bancos recuperarem o crédito, isso se traduz em custos menores para concessão”, explicou.

Para o presidente da Febraban, é preciso diminuir o custo da inadimplência no país, que, apesar de baixa, representa 30% do spread, e haver mais instrumentos de captação de recursos no mercado.

Requalificação

Também presente no evento, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou que uma de suas prioridades é a requalificação do centro. Foram destinados R$ 63 milhões para melhorar as calçadas, iluminação e trazer novas moradias para a região. “Levar residências onde já há transporte coletivo e darmos um incentivo para construção ali”, disse.

Ele lembrou a aprovação da lei do retrofit (Lei nº 17.577/21) para agilizar a recuperação de prédios na cidade. “Temos mais de 20 projetos aprovados na prefeitura de requalificação. Tem um grupo de investidores jovens, com alta capacidade para empreender”, contou.

No encontro, o ministro destacou que serão 20 mil unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida para o estado de São Paulo e disse que todas as propostas apresentadas na capital paulista foram enquadradas na categoria.

“São cerca de 1,7 mil unidades do Minha Casa, Minha Vida. É somar esforços para caminhar e fazer as entregas. O mercado imobiliário tem potencial de construção e faltavam, às vezes, ações do ponto da legislação urbanista para atender à demanda”, afirmou o prefeito.

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