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Xisto dos EUA deve pressionar preços do petróleo em 2014

Pesquisa estimou os preços do petróleo Brent em uma média de US$104,10 por barril em 2014, queda ante a média de fechamento deste ano, de US$108,50

Petróleo: mesmo os analistas que esperam crescimento substancial na demanda global de petróleo apontam que a oferta deverá superar o consumo (Bas Meelker/Getty Images)
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Da Redação

Publicado em 29 de novembro de 2013 às 11h24.

São Paulo - Amplos estoques, impulsionados pela revolução do gás de xisto nos EUA e um crescimento anêmico da demanda devem pressionar os preços do petróleo bruto no próximo ano, estimaram analistas em uma pesquisa da Reuters.

A pesquisa mensal da Reuters com 27 analistas estimou os preços do petróleo Brent em uma média de 104,10 dólares por barril em 2014, queda ante a média de fechamento deste ano, de 108,50 dólares. A pesquisa do mês passado apontou o Brent em uma média de 105,40 dólares no próximo ano.

A pesquisa estima que o Brent fique na média de 102,60 dólares em 2015.

"Os aumentos na produção tanto dos Estados Unidos quanto no Iraque devem levar a um excesso de oferta no mercado em meio a um crescimento moderado da demanda", disse Rahul Prithiani, diretor da CRISIL Research.

Analistas disseram que o boom na produção de óleo de xisto nos EUA seria o principal fator de impacto nos preços do petróleo em 2014.

Mesmo os analistas que esperam crescimento substancial na demanda global de petróleo apontam que a oferta deverá superar o consumo.

"Nós vemos a demanda global crescendo ligeiramente no próximo ano, com a oferta crescendo mais rápido (e) isso deverá levar a uma leve queda nos preços mundiais do petróleo", disse Pavel Molchanov, analista de energia da Raymond James.


A pesquisa estimou que os preços do petróleo dos EUA, também conhecido como West Texas Intermediate ou WTI, devem ficar em uma média de 97,30 dólares por barril em 2014, queda ante 99,80 dólares na pesquisa do mês passado.

A estimativa é que o Brent seja negociado a uma média de 6,80 dólares por barril a mais que a commodity dos EUA em 2014, mostrou a pesquisa, abaixo da média de 10,30 dólares visto até o momento neste ano.

"Os fatores como oferta relativamente confortável nos EUA devem manter o WTI em baixa, com o diferencial flutuando amplamente na faixa entre 5 e 10 dólares", disse Vyanne Lai, economista do agronegócio do National Australia Bank.

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São Paulo - Amplos estoques, impulsionados pela revolução do gás de xisto nos EUA e um crescimento anêmico da demanda devem pressionar os preços do petróleo bruto no próximo ano, estimaram analistas em uma pesquisa da Reuters.

A pesquisa mensal da Reuters com 27 analistas estimou os preços do petróleo Brent em uma média de 104,10 dólares por barril em 2014, queda ante a média de fechamento deste ano, de 108,50 dólares. A pesquisa do mês passado apontou o Brent em uma média de 105,40 dólares no próximo ano.

A pesquisa estima que o Brent fique na média de 102,60 dólares em 2015.

"Os aumentos na produção tanto dos Estados Unidos quanto no Iraque devem levar a um excesso de oferta no mercado em meio a um crescimento moderado da demanda", disse Rahul Prithiani, diretor da CRISIL Research.

Analistas disseram que o boom na produção de óleo de xisto nos EUA seria o principal fator de impacto nos preços do petróleo em 2014.

Mesmo os analistas que esperam crescimento substancial na demanda global de petróleo apontam que a oferta deverá superar o consumo.

"Nós vemos a demanda global crescendo ligeiramente no próximo ano, com a oferta crescendo mais rápido (e) isso deverá levar a uma leve queda nos preços mundiais do petróleo", disse Pavel Molchanov, analista de energia da Raymond James.


A pesquisa estimou que os preços do petróleo dos EUA, também conhecido como West Texas Intermediate ou WTI, devem ficar em uma média de 97,30 dólares por barril em 2014, queda ante 99,80 dólares na pesquisa do mês passado.

A estimativa é que o Brent seja negociado a uma média de 6,80 dólares por barril a mais que a commodity dos EUA em 2014, mostrou a pesquisa, abaixo da média de 10,30 dólares visto até o momento neste ano.

"Os fatores como oferta relativamente confortável nos EUA devem manter o WTI em baixa, com o diferencial flutuando amplamente na faixa entre 5 e 10 dólares", disse Vyanne Lai, economista do agronegócio do National Australia Bank.

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