Economia

Weidmann, do BCE: Grécia deve dar continuidade às reformas

Membro do BCE disse que a eleição da Grécia no domingo não mudou a necessidade do plano de resgate para ter mais ajuda financeira

Jens Weidmann, presidente do banco central alemão, vai à cerimônia de premiação para estudantes europeus na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt (Alex Domanski/Reuters)

Jens Weidmann, presidente do banco central alemão, vai à cerimônia de premiação para estudantes europeus na sede do Banco Central Europeu em Frankfurt (Alex Domanski/Reuters)

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Da Redação

Publicado em 20 de junho de 2012 às 10h20.

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Frankfurt - A Grécia deve colocar seu programa de reformas novamente em andamento se a chamada troika -grupo formado por União Europeia (UE), Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE)- julgar que o país desviou-se do plano, afirmou nesta quarta-feira o membro do Banco Central Europeu (BCE) Jens Weidmann à revista alemã manager magazin.

Weidmann disse que a eleição da Grécia no domingo, que o partido pró-resgate Nova Democracia ganhou por uma pequena vantagem, não mudou o fato de que a Grécia precisa se prender ao plano de resgate para ter mais ajuda financeira.

"Há um acordo com a Grécia, e ele vale", disse Weidmann, um dos membros mais poderosos do Conselho de Administração do BCE, à revista.

"Se há discrepâncias (do programa), nós temos que analisar as causas, mas antes de tudo é responsabilidade da Grécia demonstrar que há uma forma de repará-las." Autoridades da zona do euro começaram a aceitar que o programa da Grécia pode ser impossível de ser implementado sem mudanças, ao passo que o país já está desajustado e está caindo em uma recessão ainda mais profunda.

A primeira missão do novo governo do país será convencer autoridades da UE, BCE e do FMI a autorizar a próxima prestação de ajuda do resgate.

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