Universidade de Cambridge cria centro de filantropia de olho em emergentes

Projeto de pesquisa buscará determinar se houve mudanças na forma como a filantropia é praticada por causa da pandemia, e os impactos para o futuro

Existe uma lacuna anual de 2,5 trilhões de dólares até 2030 para o cumprimento dos objetivos de desenvolvimento sustentável. A crise atual agravou esse déficit, e o Banco Mundial alertou que a pandemia poderia arrastar até 100 milhões de pessoas para a extrema pobreza em 2020. É nesse cenário crítico que a filantropia pode ajudar mais do que nunca. Por isso, a Escola de Negócios e Direito da Universidade de Cambridge (University of Cambridge Judge Business School) criou um Centro de Filantropia Estratégica para acompanhar e incentivar as iniciativas dessa natureza nos países em desenvolvimento, incluindo o Brasil. 

Um dos primeiros projetos de pesquisa, previsto para ser concluído no terceiro trimestre deste ano, avaliará se houve mudança nos projetos filantrópicos em resposta à pandemia tanto no que diz respeito ao direcionamento dos recursos (por exemplo, a países de baixa renda) quanto aos setores (por exemplo, à saúde). Também considerará até que ponto os doadores aumentaram ou diminuíram o volume de doações ou alteraram a duração e condicionalidades. Em última análise, o estudo buscará determinar se as mudanças terão impacto na forma como a filantropia é praticada no futuro.

“São empregados por ano mais de 1 trilhão de dólares de capital filantrópico privado, mais do que o triplo dos orçamentos anuais de desenvolvimento global e ajuda humanitária combinados. As evidências também são esmagadoras de que o Brasil e outras economias emergentes do mundo estão se tornando uma fonte cada vez mais poderosa de capital filantrópico e inovação social", diz Badr Jafar, patrono fundador do Centro de Filantropia Estratégica, em nota, com exclusividade à EXAME.

De acordo com o relatório sobre Tendências Globais de Doação, o Brasil é o principal país da América do Sul no tocante a doações privadas. O crescente setor criou mais de 1,3 milhão de empregos em 2014. No mesmo ano, filantropos institucionais e individuais no Brasil doaram 34 milhões de reais a países em desenvolvimento.

Responsáveis pelo Centro de Filantropia Estratégica da Universidade de Cambridge Da esquerda para direita: Christoph Loch, diretor da Escola de Negócios e Direito de Cambridge; Badr Jafar, patrono do Centro de Filantropia Estratégica, e Stephen Toope, vice- chanceler da universidade

Da esquerda para direita: Christoph Loch, diretor da Escola de Negócios e Direito de Cambridge; Badr Jafar, patrono do Centro de Filantropia Estratégica, e Stephen Toope, vice- chanceler da universidade (Universidade de Cambridge/Divulgação)

“Estamos testemunhando uma explosão de geração de riquezas que está criando filantropos que podem e vão rejeitar as normas do passado.  Por meio do trabalho do Centro de Filantropia Estratégica da Cambridge Judge Business School, examinaremos como capturar essa diversidade ao mesmo tempo que nos envolvemos com filantropos das regiões-alvo para apoiá-los na maximização de seu impacto”, diz Christoph Loch, diretor da Cambridge Judge Business School.

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