Um quarto dos shoppings americanos fechará até 2022, prevê banco

Um dos maiores símbolos do capitalismo está em franca decadência nos Estados Unidos

São Paulo – Os shopping centers, um dos maiores símbolos do capitalismo americano, estão em franca decadência no país.

20% a 25% dos shopping centers nos Estados Unidos devem fechar no espaço de 5 anos, de acordo com um relatório recente do banco Credit Suisse.

Se confirmado, isso significaria o fechamento de 240 a 300 dos cerca de 1.200 shoppings existentes hoje no país.

Os números são do CoStar Group, fornecidos pelo Conselho Internacional de Shopping Centers, e se referem apenas aos grandes shoppings fechados.

O declínio do movimento de pessoas nesses espaços já dura alguns anos e segundo o relatório, é um fenômeno estrutural.

Um dos problemas é o fechamento acelerado de lojas: só neste ano já foram 3.600, um número que deve chegar a 8.640 no balanço do ano, segundo estimativa do banco.

Se confirmado, seria mais de 4 vezes o total de 2016. O nível mais alto de fechamento de lojas registrado até agora foi em 2008, com 6.163.

Um dos motivos é a concorrência do mercado eletrônico, cada vez mais competitivo em preço, agilidade e oferta de produtos.

A estimativa do Credit Suisse é que a parcela do comércio eletrônico nas vendas do vestuário pule dos 17% atuais para 37% em 2030.

Outro fator é a ascensão dos outlets, que estão ganhando mercado e não costumam ficar em shoppings.

No Brasil, os 20 shopping centers abertos no ano passado operam com uma vacância média de 55% – ou seja, mais da metade das lojas estão vagas.

2016 foi a primeira vez em pelo menos 12 anos em que os shoppings brasileiros fecharam mais lojas do que abriram.

Mas como o Brasil viveu uma profunda recessão que só agora está dando sinais de melhora, é cedo para dizer até que ponto os shoppings têm futuro por aqui.

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