Rússia corteja China antes de reunião de cúpula dos Brics

O presidente russo e seu governo cortejaram a China às vésperas da reunião de cúpula dos Brics, minimizando queda no mercado de ações chinês

Ufa - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e seu governo cortejaram Pequim nesta quarta-feira, às vésperas da reunião de cúpula dos Brics, minimizando a queda no mercado de ações chinês e oferecendo condições melhores para os investidores da China.

Reunindo-se com seu homólogo chinês, Xi Jinping, na cidade russa de Ufa, Putin, cujo país precisa de investimentos para reverter uma retração agravada pelas sanções econômicas ocidentais em retaliação à crise na Ucrânia, pediu solidariedade e união nos laços bilaterais.

“Estamos plenamente cientes das dificuldades que enfrentamos, tanto na economia quanto na política internacional”, declarou Putin a Xi antes da reunião dos líderes das economias emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. “Mas combinando nossos esforços, certamente iremos superar todos os desafios diante de nós. Iremos solucionar todos os problemas e tarefas”.

A China vem tentando há mais de uma semana evitar que o mercado de ações despenque, e na terça-feira divulgou mais uma série de medidas concebidas para deter as vendas aceleradas.

As autoridades russas fizeram pouco caso do efeito do declínio do mercado chinês. O ministro da Economia, Alexei Ulyukayev, disse ter confiança de que Pequim pode estabilizar a situação, e o ministro das Finanças, Anton Siluanov, afirmou que o quadro oferece riscos pequenos para a Rússia.

“O impacto nas finanças da Rússia, nos fluxos de capital e no balanço de pagamentos oriundos das mudanças no mercado financeiro chinês tem sido mínimo”, declarou.

Os detalhes sobre as conversas desta quarta-feira não foram revelados, mas os ministros da Energia e das Finanças estavam entre as autoridades russas presentes.

Putin também conversou com o presidente sul-africano, Jacob Zuma, e com o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, antes do início da reunião de cúpula, na quinta-feira, durante a qual se espera que os líderes deem os retoques finais em um fundo emergencial de reservas no valor de 100 bilhões de dólares e lancem o Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics.

Os países do Brics representam um quinto da produção econômica do mundo e 40 por cento de sua população. O fundo e o Novo Banco de Desenvolvimento, que tem um capital inicial de 50 bilhões de dólares, são essenciais para os esforços do grupo para reformular o sistema financeiro de predomínio ocidental.

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