Passa a valer hoje redução de R$ 0,22 no diesel da Petrobras

Preço do diesel é reduzido em 4% nas refinarias da Petrobras a partir desta sexta-feira, 12
Refinaria da Petrobras: novo corte no preço do diesel em meio à queda nos preços no mercado internacional (Diego Vara/Reuters)
Refinaria da Petrobras: novo corte no preço do diesel em meio à queda nos preços no mercado internacional (Diego Vara/Reuters)
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Carolina RiveiraPublicado em 12/08/2022 às 00:01.

Passa a valer nesta sexta-feira, 12, a redução de de R$ 0,22 no preço do diesel nas refinarias da Petrobras. O corte de 4,1% foi anunciado ontem pela petroleira, e influenciado pelas quedas na cotação do petróleo no mercado internacional.

O valor de venda do diesel A nas refinarias da estatal passará de R$ 5,41 para R$ 5,19 por litro a partir de hoje.

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O preço diz respeito ao valor de venda nas refinarias, e não na bomba ao consumidor final. O preço final nos postos deve ainda levar alguns dias até se ajustar ao novo valor diante da recomposição dos estoques, além das variações em margem de lucro e custos na cadeia de distribuição nos diferentes locais.

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Essa foi a segunda redução no preço do diesel da Petrobras em um mês, após corte de R$ 0,20 anunciado na semana passada, em 4 de agosto.

As reduções acontecem em meio à queda do preço do barril de petróleo no mercado internacional, com os temores de uma recessão global derrubando o preço da commodity.

Petróleo mais barato

A Petrobras informou em nota que "a redução acompanha a evolução dos preços de referência, que se estabilizaram em patamar inferior para o diesel". A decisão por reduzir o preço do diesel, segundo a estatal, "é coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado global". 

Em julho, devido à mesma movimentação, a Petrobras já havia reduzido duas vezes o preço da gasolina nas refinarias, mas o preço do diesel se manteve inalterado na ocasião.

O diesel e a gasolina, derivados do petróleo, têm sido impactados pela queda no preço do barril.

Após ter encostado em quase US$ 130 neste ano com a guerra na Ucrânia, levando os preços domésticos no Brasil às alturas, o preço do barril do tipo Brent (usado como referência pela Petrobras) teve quedas consistentes em junho e julho. 

O Brent ficou abaixo do patamar de US$ 100 ao longo das últimas semanas. O barril era cotado a US$ 99 no fim da quinta-feira - embora tenha voltado a subir levemente nos últimos dias com resultados de inflação mais moderada nos EUA e riscos menores de recessão.

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Com petróleo em queda e dólar mais barato frente ao real, o diesel comercializado às distribuidoras no Brasil estava 13% mais caro do que no mercado internacional antes da nova redução da Petrobras, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) na abertura de mercado de quinta-feira, 11.

Após a redução ser anunciada, a diferença caiu para 6% no fechamento do mercado, segundo relatório da Abicom, o equivalente a R$ 0,27 mais caro por litro.

Quanto cairá o preço do diesel

Ao consumidor final, o preço médio do litro de diesel no Brasil ficou em R$ 7,51 na semana encerrada em 30 de julho, data da última medição semanal da Agência Nacional de Petróleo e Biocombustíveis (ANP). O valor é referente ao período antes dos dois cortes da Petrobras, e a expectativa é que o preço médio caia nos próximos dias.

Das refinarias até a bomba, o preço final do diesel ao consumidor inclui ainda tributos, custos e margem de lucro na cadeia de distribuição.

Uma vez que 10% do litro de diesel que chega aos postos contém biodiesel por lei, a fatia da Petrobras no preço final, que era de R$ 4,87 em média, cai agora para R$ 4,67 com a redução divulgada hoje. A variação pode implicar em uma redução de ao menos R$ 0,20 no litro que é vendido ao consumidor.

Mas o restante do preço final na bomba, na prática, varia para mais ou para menos nos diferentes postos e estados.

A redução anunciada pela Petrobras se refere somente ao preço nas refinarias da estatal, que respondem por cerca de 70% do diesel consumido no Brasil. O restante é vendido por importadores ou refinarias privatizadas.

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