Receita abre nova repatriação e data limite é 31 de julho

Os contribuintes poderão ingressar no programa preenchendo a Declaração de Regularização Cambial e Tributária disponível no site da Receita
Repatriação: uma alta adesão de contribuintes ao programa favorecerá os governos federal, estaduais e municipais, com reforço na arrecadação (./Thinkstock)
Repatriação: uma alta adesão de contribuintes ao programa favorecerá os governos federal, estaduais e municipais, com reforço na arrecadação (./Thinkstock)
Por Estadão ConteúdoPublicado em 03/04/2017 18:27 | Última atualização em 03/04/2017 18:27Tempo de Leitura: 2 min de leitura

Brasília - A Receita Federal publicou nesta segunda-feira, 3, no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que regulamenta a reabertura do Programa de Repatriação de ativos mantidos ilegalmente por brasileiros no exterior, sancionada semana passada pelo presidente Michel Temer.

O período de adesão começa hoje e termina no dia 31 de julho deste ano.

Os contribuintes poderão ingressar no programa preenchendo a Declaração de Regularização Cambial e Tributária (Dercat), já disponível no Centro Virtual de Atendimento (eCAC) no site da Receita.

Para aderir, o contribuinte precisa fazer o pagamento integral do Imposto de Renda à alíquota de 15% incidente sobre o valor total em real dos recursos que pretende regularizar e o pagamento integral da multa de regularização em porcentual de 135% do Imposto de Renda pago pelos ativos.

A Dercat apresentada deverá conter, entre outras informações, a identificação dos recursos, bens ou direitos a serem regularizados existentes em 30 de junho de 2016 e a identificação da titularidade e origem.

Além disso, o contribuinte deverá declarar que não era detentor de cargos, empregos ou funções públicas de direção ou eletiva e de que não possuía cônjuge ou parente consanguíneo ou afins até o 2º grau ou por adoção nessas condições.

Um alta adesão de contribuintes à Repatriação favorecerá os governos federal, estaduais e municipais, com reforço na arrecadação.

Na primeira edição do programa, em 2016, o governo federal arrecadou R$ 46,8 bilhões.