Economia

Proporção de cheques devolvidos recua para 2,26%, diz Serasa

Mesmo com a retração, o porcentual atingiu o maior nível para o mês desde 1991


	O recorde de inadimplência se deve à queda da renda real dos consumidores, devido à inflação persistentemente alta e ao desemprego
 (CarbonNYC/Creative Commons)

O recorde de inadimplência se deve à queda da renda real dos consumidores, devido à inflação persistentemente alta e ao desemprego (CarbonNYC/Creative Commons)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de maio de 2015 às 12h34.

São Paulo - O porcentual de cheques devolvidos pela segunda vez por falta de fundos em abril ficou em 2,26%, o maior nível para o mês desde o início da série histórica da Serasa Experian, em 1991.

O recorde negativo se deu apesar do recuo registrado no mês passado, já que o índice estava em 2,32% em março. Em abril de 2014, o porcentual de devoluções foi de 2,13%.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, o recorde de inadimplência com cheques para um mês de abril se deve à queda da renda real dos consumidores, devido à inflação persistentemente alta e ao avanço do desemprego.

"Desemprego e inflação em alta afetam a capacidade de pagamento dos consumidores produzindo elevação de inadimplência em diversas modalidades, inclusive nos cheques", dizem.

Regiões

Na análise dos dados dos quatro primeiros meses de 2015, por regiões, o Amapá segue liderando o ranking estadual dos cheques sem fundos, com 23,22% de cheques devolvidos. Mais uma vez São Paulo aparece na ponta de baixo da tabela, com apenas 0,93% de devoluções do total de cheques movimentados.

No âmbito das regiões, a Norte liderou o ranking, com 6,98% de cheques devolvidos, seguida pelo Nordeste (6,30%), Centro-Oeste (5,10%) e Sul (4,54%). Já a Sudeste foi a que apresentou o menor porcentual, com 1,33% de cheques devolvidos sobre o total de movimentados.

Acompanhe tudo sobre:ConsumidoresInadimplência

Mais de Economia

Focus eleva projeção do IPCA de 4,92% para 5,04% em 2026

Governo anuncia bloqueio adicional de R$ 22,1 bilhões em gastos no Orçamento

Arrecadação bate recorde em abril e supera R$ 1 trilhão no acumulado do ano

Desenrola 2.0 renegociou R$ 10 bilhões em dívidas, diz Durigan