Economia
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PMI composto da zona do euro cai ao menor nível em 3 meses

Apesar da queda, a leitura acima de 50 indica expansão, ainda que em ritmo mais fraco do que no mês passado

Indústria: queda acima do esperado no PMI da zona do euro em março (iStock/Thinkstock)

Indústria: queda acima do esperado no PMI da zona do euro em março (iStock/Thinkstock)

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Reuters

18 de abril de 2019, 07h39

Londres — As empresas da zona do euro começaram o segundo trimestre com contração, com o crescimento desacelerando inesperadamente de novo uma vez que a demanda praticamente não aumentou apesar das altas de preços mais modestas, mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) nesta quinta-feira.

Os dados foram divulgados uma semana depois de o presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, ter levantado a perspectiva de mais suporte para a economia da zona do euro se a desaceleração persistir.

O PMI Composto preliminar do IHS Markit caiu a 51,3 neste mês de 51,6 em março, contra expectativa em pesquisa da Reuters de aumento para 51,8.

"Ainda não está em território de recessão mas indica crescimento econômico fraco e pouco inspirador, e isso se reflete nas expectativas baixas", disse Chris Williamson, economista-chefe do IHS Markit.

Williamson disse que os PMIs, se mantidos, indicam crescimento do PIB no segundo trimestre de pouco abaixo de 0,2 por cento, contra 0,3 por cento esperado em pesquisa da Reuters neste mês.

A contração foi novamente liderada pelo setor industrial. Embora o PMI do setor tenha subido a 47,8 de 47,5 em março, chegou ao terceiro mês seguido abaixo da marca de 50 que separa crescimento de contração e abaixo da expectativa de 47,9.

O PMI do setor de serviços caiu mais do que esperado ao chegar a 52,5 de 53,3 em março. A expectativa em pesquisa da Reuters era de 53,2.

"Temos mais sinais de que a desaceleração liderada pela indústria está se espalhando para serviços", disse Williamson.