OMC permite que Argentina volte a exportar carne aos EUA

O chanceler argentino, Héctor Timerman, e o ministro da Agricultura, Carlos Casamiquela, explicaram que a decisão é um "triunfo" para a Argentina

Buenos Aires - O governo argentino anunciou nesta terça-feira que a Organização Mundial do Comércio (OMC) ratificou, sem possibilidade de apelação, a decisão que ordena aos Estados Unidos abrirem o mercado de carne às exportações argentinas, proibidas desde 2001 por causa da febre aftosa.

O chanceler argentino, Héctor Timerman, e o ministro da Agricultura, Carlos Casamiquela, explicaram que a decisão é um "triunfo" para a Argentina, e estimaram que antes do fim do ano o país poderá voltar a vender carne no mercado americano.

"Fomos à OMC em 2012 porque tínhamos tentado, em vão, negociar para que a restrição comercial que os Estados Unidos aplicaram unilateralmente fosse suspensa", detalhou Timerman.

Para o chanceler a manutenção das restrições contra a Argentina nos últimos anos obedeceu às pressões do lobby americano, que transformou os EUA "em um dos países mais protecionistas do mundo, já que é o que mais queixas recebe na OMC".

O ministro da Agricultura, Carlos Casamiquela, disse que "certamente antes do fim do ano a Argentina poderá exportar carne aos Estados Unidos e retomar o caminho interrompido há 14 anos, quando se ocultaram os surtos de aftosa, o que fez os Estados Unidos proibirem as importações".

Casamiquela especificou que a Argentina recuperou seu status de país livre da aftosa em 2007 e "apesar disso Estados Unidos não comprou carne".

Agora, acrescentou o ministro, "só falta um ajuste da legislação que os Estados Unidos tem que entrar em acordo com a Argentina, a habilitação de frigoríficos".

O governo americano proibiu a importação de carne argentina em 2001 ao descobrir que o Executivo de Fernando de la Rúa tinha ocultado a presença de aftosa no país.

A decisão da OMC na prática também representa acesso ao México e ao Canadá, por causa do tratado de livre-comércio entre os três países.

Segundo cálculos do governo argentino, a abertura destes mercados pode movimentar US$ 280 milhões anuais.

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