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Norte e Nordeste são as regiões que mais usam dinheiro em espécie

Em entrevista à EXAME, diretora de Administração do BC, Carolina Barros, afirma que baixa bancarização pode explicar parte do fenômeno

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Dinheiro em espécie: níveis de informalidade nas duas regiões, somado aos problemas de conexões à internet também explicam uso intensivo de cédulas e moedas (Rmcarvalho/Getty Images)

Dinheiro em espécie: níveis de informalidade nas duas regiões, somado aos problemas de conexões à internet também explicam uso intensivo de cédulas e moedas (Rmcarvalho/Getty Images)

A pandemia do coronavírus elevou a demanda por cédulas e moedas no Brasil. O dinheiro em circulação subiu de R$ 280 bilhões, em dezembro de 2019, para R$ 370 bilhões, em dezembro de 2020. Uma elevação de 32,1%. Em novembro de 2023, esse valor caiu par R$ 327 bilhões, mas em níveis superiores ao pré-pandemia.

LEIA NA ÍNTEGRA: “Dinheiro em espécie ainda é a base das transações no Brasil”, diz diretora de Administração do BC

Em entrevista exclusiva à EXAME, a diretora de Administração do Banco Central (BC), Carolina de Assis Barros, afirmou que nas regiões Norte e Nordeste a demanda durante a pandemia foi maior que nas demais e continua em alta mesmo após o fim da crise sanitária.

"A gente conversava bastante com eles [Banco do Brasil] e a gente percebia que os aviões de dinheiro que a gente direcionava para o Norte e para o Nordeste davam fôlego por muito pouco tempo. E, talvez, a gente possa estabelecer uma correlação, não posso afirmar cientificamente, que isso tem a ver com o nível de bancarização daquela região", disse.

Além disso, Carolina afirma que o nível de informalidade nas duas regiões, somado a falta de conexão à internet e a menor penetração de smartphones também contribuem para o uso do dinheiro em espécie.

"O que eu posso te dizer é que durante a pandemia, nas regiões Norte e Nordeste, a demanda por dinheiro era maior que nas outras regiões", afirmou.

Mesmo após a crise sanitária, afirmou Carolina, a demanda por dinheiro nas duas regiões continua alta. Para entender esse fenômeno e a relação dos brasileiros com o dinheiro, o BC realizará uma nova pesquisa nos próximos meses.

"Vamos fazer uma pesquisa em breve. Fizemos uma em 2018 e a última nós fizemos durante a pandemia, mas ficou prejudicada. Como é que você faz uma pesquisa sobre dinheiro pelo telefone? O legal é abordar as pessoas na rua e botar ela para me explicar coisas. A gente vai repetir em breve. O dinheiro ainda é a base. A verdade é essa. Mas tem outras coisas acontecendo, em volume, em intensidade", disse.

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