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“Dinheiro em espécie ainda é a base das transações no Brasil”, diz diretora de Administração do BC

Segundo Carolina de Assis Barros, mesmo com inovações com o Pix brasileiro ainda recebe e paga com papel moeda

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Carolina de Assis Barros: diretora de Administração do Banco Central avalia que brasileiro precisa melhorar relação e conhecer o dinheiro (Banco Central/Divulgação/Exame)

Carolina de Assis Barros: diretora de Administração do Banco Central avalia que brasileiro precisa melhorar relação e conhecer o dinheiro (Banco Central/Divulgação/Exame)

Inovações tecnológicas para pagar e receber, como o Pix, não reduziram o total de cédulas e moedas em circulação no país. “Dinheiro em espécie ainda é a base das transações no Brasil”, afirma a diretora Administração do Banco Central (BC), Carolina de Assis Barros, em entrevista exclusiva à EXAME. Segundo ela, mesmo com o fim da pandemia, o total de recursos disponíveis não voltou ao patamar pré-covid.

No fim de 2019, circulavam pouco mais de R$ 289 bilhões em cédulas e moedas no país. Com a pandemia, que levou ao pagamento de auxílios em dinheiro e que fechou o comércio, a demanda por dinheiro disparou e volume disponível para os brasileiros chegou R$ 362 bilhões. Em 27 de novembro, dados do BC mostram que circulavam no país mais de R$ 327 bilhões. “O Pix está crescendo, o que é fabuloso. O Pix permite uma infinidade de possibilidades de negócios e de bancarização das pessoas, mas não está acontecendo a redução do papel moeda na mesma velocidade. É muito cedo ainda para a gente mapear uma mudança. O que a gente tem dê concreto é que a gente saiu do comportamento histórico, a gente rompeu o comportamento histórico. E a gente chega num novo patamar”, diz.

Leia abaixo a íntegra da entrevista

Qual o total de cédulas e moedas em circulação no país?

Todo dinheiro que circula no país está catalogado no Sismecir [Sistema de Administração do Meio Circulante]. A Casa da Moeda fabrica e enquanto as cédulas e as moedas estão na fábrica não é dinheiro. Uma das atribuições do Banco Central é emitir. E o que é emissão? Toda cédula tem um número de série que fica bem no cantinho da nota com um combinado de letras e números. Quando a cédula “nasce” e passa a existir aquele número passa a ser reconhecido dentro do Sismecir. Eu diria é o que torna uma cédula “viva”. O volume financeiro que temos hoje é de R$ 326.010.674.812,39. [A entrevista foi concedida em 23 de outubro. A base monetária em 27 de novembro totalizava R$ 327.551.116.413,74 em 27 de novembro]

O real passou por algum processo de atualização, do ponto de vista de itens de segurança desde que começou a circular?

O Plano Real comemora 30 anos em 2024. A primeira família do real que substitui o cruzeiro real entra em circulação em 1994. Foi uma operação de guerra trocar o padrão monetário do país. Tivemos que fazer dinheiro fora. Em 2010, entra [em circulação] a segunda família. Qual a diferença da segunda para a primeira? A segunda a gente teve tempo para pensar sobre os elementos de segurança e a gente também teve tempo para pensar nos deficientes visuais. Essas duas famílias ainda estão em circulação. A gente vem tirando a primeira família paulatinamente, mas ainda está por aí. É residual. Em algum momento o Banco Central fará uma ação para a retirada completa. Ainda não sei quando.

O dinheiro em circulação no país diminuiu nos últimos anos com os avanços tecnológicos?

Desde que o real entrou em circulação sempre tivemos um comportamento muito bem demarcado. O que que você pode observar? Ano a ano a quantidade [de cédulas e moedas] cresce, mas dentro de um rimo constante. Ou seja, tinha previsibilidade. Isso batia com nossos modelos de projeção para fabricação de dinheiro. E aí qual a historinha que tem por trás disso? É assim: final de mês e início de mês, ocorrem pagamentos de salário, pensões e benefícios. O dinheiro sai dos cofres das instituições financeiras. O cidadão recebe o salário, paga os boletos e automaticamente esse dinheiro volta para as instituições financeiras. A gente sempre observou o que a gente chama comportamento histórico do mês circulante desta forma. Isso ocorreu até 2020.

E o que aconteceu?

O Banco Central tem que colocar dinheiro em circulação que atenda às necessidades da sociedade. Nem mais nem menos. E fazemos a regulação disso. Vale lembrar que política monetária, o Banco Central faz de outra forma, por meio da Selic e dos depósitos compulsórios. O BC olha para o pulso da economia, para o ritmo da atividade e regular essa quantidade de dinheiro. Se a população demanda mais dinheiro, o Banco Central tem que colocar mais dinheiro. Em 2020, essa curva estoura.

E por que isso ocorre?

Em época de incerteza, dinheiro é segurança. E se eu tenho medo do que está acontecendo, eu vou no banco, eu vou sacar e eu vou manter dinheiro em casa.

Isso aconteceu durante a pandemia?

De fato. Isso foi uma das coisas que aconteceu. Isso ocorreu com a população esclarecida. Conheço pessoas que sacaram R$ 6 mil, R$ 10 mil para deixar em casa. E para quê? Respondiam que não sabiam o que aconteceria. Conversamos com outros bancos centrais. Naquele momento, o Banco Central tinha dificuldade também com a nossa casa impressora. É uma fábrica e existem limitações de produção. Dos Estados Unidos ao Japão, passando pela China e a Europa, eles também relatavam as mesmas ocorrências. Além de formar reserva, a gente observou que a pandemia, ao colocar as pessoas em casa, deu um baque no comércio em geral. Eu não estou falando dos bens de necessidade primária, mas de roupa, sapato, coisas que posso postergar a minha decisão de compra. E um terceiro ponto são os auxílios. Eles vieram e esses valores eram pagos. E aquele ciclo que contei no início da nossa conversa foi rompido. Sempre trabalhamos com uma cadeia de meio circulante que o dinheiro ia e voltava. De repente, isso foi quebrado. O dinheiro começou a só ir e não voltava.

Casa Da Moeda Setor de NotasFoto: Germano Lüders30/10/2019

Casa da Moeda: trabalhador inspeciona cédulas - Crédito: Germano Lüdgers/EXAME (Germano Lüders/Exame)

Isso gerou alguma preocupação para o BC?

Existe um fenômeno que se chama corrida bancária. Não poderíamos colocar em jogo a credibilidade do sistema [bancário]. Temos no BC uma equipe econômica e eles ajudam a área técnica do meio circulante a projetar suas encomendas anuais.  Também conversávamos bastante com as instituições financeiras, que estavam no dia a dia vendo os pagamentos acontecerem. A gente coloca o dinheiro fisicamente, por meio de fretamento aéreo, nas capitais em que o Banco Central mantém representação. A partir daí, o trabalho é tocado pelo Banco do Brasil. A gente tem um contrato específico com o Banco do Brasil. A gente conversava bastante com eles e percebia que os aviões de dinheiro que a gente direcionava para o Norte e para o Nordeste davam fôlego por muito pouco tempo. E, talvez, a gente possa estabelecer uma correlação, não posso afirmar cientificamente, que isso tem a ver com o nível de bancarização daquelas regiões. E um segundo fator, que é aquela questão da reserva. É assim: 'estou num momento de incerteza, é uma crise sanitária, não sei o que vai acontecer, então eu vou lá no banco, vou correr risco, enfrentar a fila, sacar e quero guardar esse dinheiro na minha casa, porque quero o dinheiro na minha mão para uma eventualidade'.

O Banco Central se preparou para o pior?

Sim.

Houve um temor de que pudesse faltar dinheiro em circulação?

Sim.

Mas ocorreu uma corrida bancária?

Não houve corrida bancária. A gente se preparou para isso. A gente se preparou para isso não acontecer. Se uma pessoa vai ao banco sacar dinheiro e começa a ter alguma restrição, a gente vai lembrar de algum momento da história econômica do país que foi assim. Ele vai ligar para outra pessoa e dizer que aconteceu um negócio muito esquisito. Essa outra pessoa também vai tentar sacar. Isso é a corrida bancária. A gente se preparou para evitar isso.

Por isso que quando a senhora anunciou a cédula de R$ 200 também sinalizaram que ela seria lançada em volume bem expressivo?

Sim. A gente só fez aquela impressão em 2020. Custou R$ 131 milhões fabricar 450 milhões de unidades de cédulas que correspondiam a R$ 90 bilhões. Hoje temos 30% dessa quantidade. Era a única saída para evitar a corrida bancária. E só foi possível emiti-la em tempo recorde porque a gente tinha o projeto reserva. É uma boa prática ter um projeto reserva.

O Banco Central tem planos de tirar a nota de R$ 200 de circulação?

Não. Se a gente for comparar a nossa cédula com os outros países, a nossa maior cédula era a R$ 100, até o lançamento da cédula de R$ 200. Nos fóruns internacionais de combate à prevenção e lavagem de dinheiro, não se discute essa questão da denominação. Se discute controle. E nisso a gente endureceu. Você já não tem tanta liberdade para sacar e depositar grandes quantias. Qual é o princípio aqui? Não posso punir quem quer fazer uso lícito do dinheiro. O Banco Central segue as melhores práticas de combate à prevenção e lavagem de dinheiro nesse sentido. Vai para o controle, aperta o controle. Não pune quem quer usar o dinheiro porque isso não é adequado.

Qual foi o pico de dinheiro em circulação no país?

Estamos com R$ 326 bilhões de dinheiro em circulação e o pico da pandemia foi de R$ 362 bilhões. O Pix está crescendo, o que é fabuloso. O Pix permite uma infinidade de possibilidades de negócios e de bancarização das pessoas, mas não está acontecendo a redução do papel moeda na mesma velocidade. É muito cedo ainda para a gente mapear uma mudança. O que a gente tem de concreto é que a gente saiu do comportamento histórico, a gente rompeu o comportamento histórico. E chegamos a um novo patamar. O final do ano é sempre o pico, porque é o período de compras, de Natal. Em 2019, antes da pandemia, a base monetária chegava a R$ 289 bilhões. No auge da pandemia, chegou a R$ 362 bilhões. Caiu R$ 20 bilhões com o passar nos meses. Está caindo, mas não retornou para aquele patamar de 2019. Precisamos observar, e acho que vai ser uma das coisas mais extraordinárias que vai acontecer na próxima década nesse Banco Central: o que vai acontecer com o dinheiro físico.

O que contribui para isso? O nível de informalidade da economia brasileira?

A informalidade, a baixa bancarização, a [qualidade da] internet e o acesso ao smartphone. A gente não pode negar nada disso.

Por isso, sobretudo no interior do país, no Norte e Nordeste, o dinheiro em papel tem tanta força?

A informalidade chama muita atenção porque a pessoa, às vezes, gira dentro do próprio dia o dinheiro que, ao final do dia, ela vai comprar comida para levar para casa. E aí, inevitavelmente, me faz tocar num outro tema, que é falsificação. Quem é mais alcançado em termos de benefício quando a gente combate a falsificação? Quem tem menor poder do aquisitivo.

E o que aconteceu com as falsificações?

Temos um convênio com a Polícia Federal. Estive lá, recentemente, para reafirmar esse convênio. É uma cooperação entre os dois órgãos. E se olharmos, em comparação com 2019, que é antes da pandemia para agora, a falsificação [de cédulas e moedas] caiu 50%.

Essa queda de 50% se refere a que? Valor ou em volume de cédulas?

É volume. É um trabalho muito silencioso. Nos últimos cinco anos nós temos uma redução de 49% em relação a 2018. Mas não posso dar mais detalhes sobre isso. Esse é um tema sensível, não posso falar muito. E quando digo para você que quem é o principal beneficiado é quem tem menor poder aquisitivo, é porque o dinheiro é ainda mais importante para essas pessoas.

O que as pessoas precisam saber e aprender sobre o dinheiro físico?

São três coisas muito simples que todos nós podemos fazer para ajudar a ter um meio circulante de qualidade. A primeira delas é ter cuidado com a cédula. Não dobrar, não amassar, não rabiscar, não desenhar, não deixar esquecida no bolso da calça, porque ela vai parar na máquina de lavar e a gente vai ter um problema. Segunda coisa, colocar as moedas para circular, porque a gente pode ter dificuldades momentâneas de troco. A gente tem bastante moeda em estoque, a gente tem moeda circulando, mas não é do brasileiro transacionar com moedas. A gente está falando de um hábito cultural. Então a coisa do cofrinho, ela tem que ser momentânea. Tenha um objetivo de fazer tal coisa. Fez? Quebre o cofrinho e põe para circular.

E o terceiro ponto?

E a terceira coisa volta à questão da falsificação é assim. Tenha uma relação de amizade com o dinheiro. Conheça o dinheiro. Aprenda a reconhecer. Três elementos são suficientes. A maior parte das falsificações é muito grosseira e é visível ao olho humano. Não é nada muito sofisticado. É importante que os brasileiros aprendam três elementos de segurança, ainda mais se é uma denominação alta. E não pode ter vergonha de recusar. Não é vergonhoso conferir, não é vergonhoso recusar se eu tiver dúvida, porque senão o cidadão será lesado.

E quais são os três elementos de segurança?

O primeiro é o quebra-cabeça. Ao colocar a cédula sobre a luz vai formar o valor da nota. Depois de uma pesquisa com a população, a gente mudou o nome dele para quebra-cabeça. Porque esse é o nome que as pessoas se identificam mais. Há também o número que muda de cor, que tem muito apelo para a população. Ela está no R$ 10, R$ 20 e R$ 200. A faixa holográfica é outro item de segurança e está nas cédulas de R$ 50 e R$ 100. Um pouco mais da metade do dinheiro em circulação é composto por cédulas de R$ 50 e R$ 100. Mais R$ 50 do que R$ 100. A cédula de R$ 50 é a mais pop. Existem elementos que são percebidos apenas com lupa e raios especiais. O papel é diferente, não é qualquer papel. Também temos a marca d'água e essa é a básica. Você põe [a cédula] contra a luz e você vê o bichinho. Tem o número escondido. Esse você precisa trazer para área dos olhos e ele vai saltar. O usuário precisa saber disso. É como ter uma Ferrari e não saber pilotar, grosso modo.

 O Pix não para de bater recordes, inovações em curso e o dinheiro....

O dinheiro ainda é base. Acho que a gente pode dizer que o dinheiro ainda é a base das transações no Brasil.

Isso é uma particularidade de todas as regiões?

O que eu posso dizer é que durante a pandemia, nas regiões Norte e Nordeste, a demanda por dinheiro era maior que nas outras regiões.

A demanda por dinheiro no Norte e Nordeste diminuiu depois da pandemia?

Não. Vamos fazer uma pesquisa em breve. Fizemos uma em 2018 e a última nós fizemos durante a pandemia, mas ficou prejudicada. Como é que você faz uma pesquisa sobre dinheiro pelo telefone? O legal é abordar as pessoas na rua e botar ela para me explicar coisas. A gente vai repetir em breve. O dinheiro ainda é a base. A verdade é essa. Mas tem outras coisas acontecendo, em volume, em intensidade. O que vai acontecer? A gente precisa ter muita parcimônia, a gente precisa ser observador, espectador agora. A gente segue fazendo o nosso trabalho de melhorar a qualidade, que é muito importante. Ter um meio circulante não só em quantidade, mas em qualidade. E vigiar essa coisa da indisponibilidade momentânea de troco, que pode acontecer.

A relação do brasileiro com o dinheiro é muito forte, mas também é aberto para as inovações?

É muito forte. Perfeito. E aí, dentro da relação do brasileiro com o dinheiro, ele não tem preferência por transacionar com moedas. Ele tende a deixar as moedinhas perdidas por aí. Ele não tem muito hábito de conhecer o dinheiro. De conhecer pelo menos três elementos.

Você mencionou que a qualidade da conexão de internet e o acesso aos smartphones são um problema. Eventualmente, uma melhora da conexão de internet e maior penetração dos smartphones pode mudar isso?

Pode, a [melhora da] cobertura de internet, o aumento do poder aquisitivo para ter um smartphone. Mas não menospreze a coisa geracional.

A cédula de R$ 1 ainda circula?

Ela foi substituída pela moeda de R$ 1.

Mas a cédula ainda vale?

Vale, só que ela é um bicho cada vez mais raro. Então quem tem não quer transacionar. E tem uma relação custo-benefício nessa coisa toda. Uma moeda de R$ 1 custa R$ 0,29 centavos. Uma moeda de R$ 0,05 custa R$ 0,32. Uma moeda de R$ 0,25 custa R$ 0,34. Uma moeda de R$ 0,01 custa R$ 0,22. Uma moeda de R$ 0,05 custa R$ 0,13. Quando eu migro da cédula de R$ 1 para moeda de R$ 1, eu passo a ter algo que economicamente é mais viável e dura muito mais que um pedaço de papel. Sim. O argumento aqui é um argumento econômico. A cédula de R$ 1 existe, mas eu não a vejo. Quem tem, guardou.

O Banco Central planeja uma moeda comemorativa para os 30 anos do Plano Real?

Isso é uma coisa interessante falar. Dinheiro custa dinheiro. Emitir moeda custa dinheiro. E a gente não costuma emitir muito porque a gente precisa vender. Geralmente, as moedas comemorativas têm a ver com efemérides nacionais. Lançamos no bicentenário da Independência. Vamos lançar algo para o ano que vem. Mas é algo que ainda não é público.

Qual é a “vida útil” do dinheiro no Brasil?

O dinheiro tem seis fases de “vida”. A primeira é a fabricação. Existe um orçamento e o Banco Central tem que otimizar esse orçamento. E aí, qual é o quebra-cabeça na otimização? Eu tenho que encontrar um mix de denominações que permitam que eu tenha reserva de valor e troco. O orçamento é finito. O Banco Central olha para a necessidade da população e ver como é que eu vou combinar as diferentes denominações para botar ordem na Casa da Moeda. Depois a emissão e, em seguida, a circulação. A quarta fase é o saneamento. O dinheiro é processado, algumas vezes ao longo do mês, passa pelas nossas máquinas e elas são reguladas de uma forma que elas vão expurgar aquilo que não pode voltar mais. A quinta fase é o descarte. É o que é feito dessas que foram expurgadas. E seis, a destinação. E o que é feito dos resíduos? O Banco Central é muito preocupado com sustentabilidade. Hoje, 100% dos nossos resíduos eles vão para os fornos de coprocessamento de cimento. Até outro dia isso ia para aterro sanitário. O dinheiro descartado alimenta a chama dos fornos para fabricação de cimento. Somente o Banco Central destrói o dinheiro. O Banco do Brasil nos ajuda a sanear, mas não descarta e não destrói. Todas as capitais descartam dessa forma, para fornos de fabricação de cimento. Isso mostra nosso compromisso com a sustentabilidade.

Esse resíduo é doado?

Faz-se um chamamento público e essas empresas têm que vir ao BC retirar esses resíduos. O Banco Central não pode ter custo com isso. Nosso compromisso é o descarte sustentável de resíduos. Antes, esses resíduos iam para aterros sanitários, com potencial de contaminar lençóis freáticos. Metais pesados estão presentes nas tintas das cédulas. Isso era um ponto de honra para o Banco Central.

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