Exame Logo

Indústria do país quer bloqueio a matrizes de suínos dos EUA

Vírus da diarreia suína já matou milhões de leitões nos EUA

Suínos: se a doença fosse registrada no Brasil, disse ele, poderia representar a morte de 3 milhões dos 20 milhões de leitões do rebanho nacional (Denis Doyle/Getty Images)
DR

Da Redação

Publicado em 9 de abril de 2014 às 14h14.

São Paulo - As indústrias de carne suína do Brasil pediram nesta quarta-feira a suspensão total de importação de animais reprodutores e material genético dos Estados Unidos, para garantir que o vírus da diarreia suína --que já matou milhões de leitões nos EUA-- não chegue ao país.

"A melhor forma que tem para evitar o desconhecido, é não comprar, não trazer", disse o vice-presidente de suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas, em entrevista a jornalistas.

Segundo o executivo, a doença já matou cerca de 15 por cento do rebanho de leitões nos EUA.

Se a doença fosse registrada no Brasil, disse ele, poderia representar a morte de 3 milhões dos 20 milhões de leitões do rebanho nacional.

"Estamos preocupados que essa doença entre, porque pode nos obrigar a planejar novamente toda a cadeia de produção de suínos no Brasil", disse.

As implicações, segundo ele, seriam sentidas não só pela indústria, mas também pelos consumidores, devido a uma redução na oferta de animais e elevação do preço da carne.

O pedido de suspensão foi feito em uma reunião com o ministro da Agricultura, Neri Geller, em São Paulo.

Em entrevista a jornalistas, após o encontro, o ministro descartou o bloqueio e prometeu reforçar a fiscalização e a quarentena de animais importados.

"Todas as liberações de importações vão passar por critérios muito técnicos, atendendo essa questão de bloquear qualquer perigo de entrada, contaminação ou proliferação dessa doença no Brasil", disse o ministro.

Segundo ele, qualquer animal reprodutor importado dos Estados Unidos deverá passar por quarentena.

O problema na oferta de carne suína nos EUA gerado pela doença é um dos fatores que deverão beneficiar as exportações brasileiras de carnes em 2014, segundo especialistas.

Veja também

São Paulo - As indústrias de carne suína do Brasil pediram nesta quarta-feira a suspensão total de importação de animais reprodutores e material genético dos Estados Unidos, para garantir que o vírus da diarreia suína --que já matou milhões de leitões nos EUA-- não chegue ao país.

"A melhor forma que tem para evitar o desconhecido, é não comprar, não trazer", disse o vice-presidente de suínos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Vargas, em entrevista a jornalistas.

Segundo o executivo, a doença já matou cerca de 15 por cento do rebanho de leitões nos EUA.

Se a doença fosse registrada no Brasil, disse ele, poderia representar a morte de 3 milhões dos 20 milhões de leitões do rebanho nacional.

"Estamos preocupados que essa doença entre, porque pode nos obrigar a planejar novamente toda a cadeia de produção de suínos no Brasil", disse.

As implicações, segundo ele, seriam sentidas não só pela indústria, mas também pelos consumidores, devido a uma redução na oferta de animais e elevação do preço da carne.

O pedido de suspensão foi feito em uma reunião com o ministro da Agricultura, Neri Geller, em São Paulo.

Em entrevista a jornalistas, após o encontro, o ministro descartou o bloqueio e prometeu reforçar a fiscalização e a quarentena de animais importados.

"Todas as liberações de importações vão passar por critérios muito técnicos, atendendo essa questão de bloquear qualquer perigo de entrada, contaminação ou proliferação dessa doença no Brasil", disse o ministro.

Segundo ele, qualquer animal reprodutor importado dos Estados Unidos deverá passar por quarentena.

O problema na oferta de carne suína nos EUA gerado pela doença é um dos fatores que deverão beneficiar as exportações brasileiras de carnes em 2014, segundo especialistas.

Acompanhe tudo sobre:Comércio exteriorEstados Unidos (EUA)ImportaçõesIndústriaPaíses ricos

Mais lidas

exame no whatsapp

Receba as noticias da Exame no seu WhatsApp

Inscreva-se

Mais de Economia

Mais na Exame