Indicador de emprego da FGV tem 2ª maior queda da história em março

IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, teve queda de 9,4 pontos em março sobre o mês anterior

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) teve sua segunda maior queda da série histórica em março, para seu menor nível em quase quatro anos, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados nesta terça-feira, em sinal do impacto da pandemia de coronavírus sobre a economia brasileira.

O IAEmp, que antecipa os rumos do mercado de trabalho no Brasil, teve queda de 9,4 pontos em março sobre o mês anterior, atingindo 82,6 pontos, menor leitura desde junho de 2016.

“O resultado de março mostra os primeiros efeitos da pandemia de coronavírus na perspectiva sobre o mercado de trabalho. Essa foi a segunda maior queda da série histórica, ficando atrás apenas da ocorrida na crise de 2008-09. O cenário negativo deve persistir nos próximos meses, considerando o crescente aumento de incerteza no país”, explicou em nota o economista da FGV Ibre Rodolpho Tobler.

O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD), que capta a percepção das famílias sobre o mercado de trabalho, registrou alta de 0,6 ponto no mês de março, para 92,5 pontos. O comportamento do ICD é semelhante ao da taxa de desemprego, ou seja, quanto menor o número, melhor o resultado.

“Os efeitos do coronavírus ainda não geraram impacto significativo nos consumidores em março, considerando que as medidas de isolamento foram tomadas a partir do dia 15”, disse Tobler, mas acrescentou que, à medida que os efeitos da pandemia se mostrarem mais claros, o ICD pode sofrer pioras mais acentuadas.

A pandemia de coronavírus vem provocando paralisações e quarentenas em todo o mundo, fechando comércios e indústrias no Brasil e mantendo pessoas dentro de casa, o que causa preocupações em torno do desemprego no país e o desempenho da atividade econômica.

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