Economia

Inadimplência do consumidor cresce 18,2%

Para os economistas da Serasa Experian, os juros elevados continuam afetando o consumidor mais endividado

A modalidade que mais pressionou o indicador foi a de cheques sem fundos, com variação de 18% sobre fevereiro (ARQUIVO)

A modalidade que mais pressionou o indicador foi a de cheques sem fundos, com variação de 18% sobre fevereiro (ARQUIVO)

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Da Redação

Publicado em 16 de abril de 2012 às 11h56.

São Paulo - A inadimplência do consumidor brasileiro registrou alta de 18,2% no fechamento do primeiro trimestre, informou nesta segunda-feira a Serasa Experian. Em março, o Indicador de Inadimplência do Consumidor calculado pela empresa subiu 4,9% em relação a fevereiro, a primeira elevação do ano, após três quedas consecutivas na comparação mensal. Em relação a março do ano passado, o crescimento foi de 19,8%. Apesar do número expressivo do primeiro trimestre, a expansão ainda ficou abaixo da variação de igual período de 2011 (21,4%).

Para os economistas da Serasa Experian, o aumento em março se deve a três fatores. O primeiro é o chamado efeito calendário: fevereiro contou com apenas 19 dias úteis por causa do feriado de carnaval, enquanto março teve 22 dias úteis. A sazonalidade do período também contribuiu: o consumidor está acabando de pagar Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e ainda precisa honrar prestações de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e despesas com material escolar. O terceiro ponto é que os juros elevados continuam afetando o consumidor mais endividado, especialmente as taxas de cheque especial e rotativo do cartão de crédito.

Todas as modalidades da inadimplência apresentaram alta em março, mas as que mais pressionaram o indicador foram a não bancária (cartões de crédito, financeiras, lojas e prestadoras de serviços como telefonia, energia e água) e os cheques sem fundos, com variação de 6,9% e 18% sobre fevereiro, respectivamente.

A quantia média das dívidas também subiu em março, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O valor da dívida não bancária passou de R$ 317,81 para R$ 404,57 (27,3%), o dos cheques sem fundos foi de R$ 1.264,35 para R$ 1.428,37 (13%), o dos títulos protestados cresceu de R$ 1.213,92 para R$ 1.331,74 (9,7%) e o das dívidas com bancos subiu de R$ 1.285,45 para R$ 1.286,65 (0,1%).

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