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Faturamento da indústria de máquinas tem queda de 7% no ano

No acumulado do ano, o setor registra queda de 7% na receita líquida em relação aos sete primeiros meses de 2014

Indústria: segundo a Abimaq, nos últimos 12 meses, foram fechados 33 mil postos de trabalho no setor (ia_64/Thinkstock)
DR

Da Redação

Publicado em 26 de agosto de 2015 às 16h27.

São Paulo - O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresentou queda de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior.

Os dados foram divulgados hoje (26), na capital paulista, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No acumulado do ano, o setor registra queda de 7% na receita líquida em relação aos sete primeiros meses de 2014.

De acordo com a entidade, o resultado ruim ocorre apesar da elevação do dólar, cujo efeito cambial aumenta o valor das exportações. No mercado interno, foi registrada retração de 9,9% no ano.

As vendas para o exterior registraram queda de 18,7% no período de janeiro a julho, na comparação com igual período do ano passado.

Para o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, a tendência de queda no mercado interno, observada dos últimos meses, somada a exportações fracas, indica que o setor terá retração em 2015.

“Estimamos uma retração maior do que no ano passado”, disse. Caso a previsão se confirme, será a terceira queda consecutiva de receita líquida da indústria de máquinas e equipamentos. Em 2013, o faturamento caiu 5% e, em 2014, 12%.

Sobre as oscilações do câmbio, com a desvalorização do real, o que aumenta a atratividade do produto brasileiro no mercado mundial, Pastoriza afirmou que esse movimento não será suficiente para estimular exportações em curto prazo.

Ele destacou que o câmbio apresentou forte desvalorização somente a partir de março deste ano em relação a um conjunto de moedas relevantes internacionalmente, não só o dólar.

“A competitividade da indústria brasileira começou a ser relevante depois disso. Esse período de desvalorização relativa à cesta de moeda é de março para cá. Esse é um período curto para que a gente sinta o reflexo disso. Isso vai ter reflexo, se continuar defasagem de taxa de câmbio, só no final deste ano ou no ano que vem, que é o tempo de retomar contratos”, destacou.

Ele lembrou que, antes de março, o real tinha uma posição relevante somente em relação aos produtos americanos.

Segundo a Abimaq, nos últimos 12 meses, foram fechados 33 mil postos de trabalho no setor. Em julho, havia 334 mil pessoas empregadas. No mesmo mês de 2014, eram 367 mil.

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São Paulo - O faturamento da indústria brasileira de máquinas e equipamentos apresentou queda de 0,2% em julho na comparação com o mês anterior.

Os dados foram divulgados hoje (26), na capital paulista, pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No acumulado do ano, o setor registra queda de 7% na receita líquida em relação aos sete primeiros meses de 2014.

De acordo com a entidade, o resultado ruim ocorre apesar da elevação do dólar, cujo efeito cambial aumenta o valor das exportações. No mercado interno, foi registrada retração de 9,9% no ano.

As vendas para o exterior registraram queda de 18,7% no período de janeiro a julho, na comparação com igual período do ano passado.

Para o presidente da Abimaq, Carlos Pastoriza, a tendência de queda no mercado interno, observada dos últimos meses, somada a exportações fracas, indica que o setor terá retração em 2015.

“Estimamos uma retração maior do que no ano passado”, disse. Caso a previsão se confirme, será a terceira queda consecutiva de receita líquida da indústria de máquinas e equipamentos. Em 2013, o faturamento caiu 5% e, em 2014, 12%.

Sobre as oscilações do câmbio, com a desvalorização do real, o que aumenta a atratividade do produto brasileiro no mercado mundial, Pastoriza afirmou que esse movimento não será suficiente para estimular exportações em curto prazo.

Ele destacou que o câmbio apresentou forte desvalorização somente a partir de março deste ano em relação a um conjunto de moedas relevantes internacionalmente, não só o dólar.

“A competitividade da indústria brasileira começou a ser relevante depois disso. Esse período de desvalorização relativa à cesta de moeda é de março para cá. Esse é um período curto para que a gente sinta o reflexo disso. Isso vai ter reflexo, se continuar defasagem de taxa de câmbio, só no final deste ano ou no ano que vem, que é o tempo de retomar contratos”, destacou.

Ele lembrou que, antes de março, o real tinha uma posição relevante somente em relação aos produtos americanos.

Segundo a Abimaq, nos últimos 12 meses, foram fechados 33 mil postos de trabalho no setor. Em julho, havia 334 mil pessoas empregadas. No mesmo mês de 2014, eram 367 mil.

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