EUA irão perder empregos caso deixem acordo de Paris, diz ONU

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar já na próxima semana se irá retirar os EUA do acordo climático

Genebra - Os Estados Unidos vão dar um tiro no pé se deixarem o acordo climático de Paris, porque China, Índia e Europa irão agarrar aos melhores empregos do setor energético no futuro, disse nesta quinta-feira o chefe de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas (ONU), Erik Solheim.

O presidente dos EUA, Donald Trump, deve anunciar já na próxima semana se irá retirar os EUA do acordo climático, tendo prometido durante sua campanha "cancelar o Acordo Climático de Paris" dentro dos 100 primeiros dias como presidente.

"Não há dúvidas de onde o futuro está e isto é o que todas as companhias do setor privado entenderam", disse Solheim à Reuters em Genebra. "O futuro é verde", disse.

"Obviamente que se você não é uma parte do acordo de Paris, irá perder. E os principais perdedores é claro que serão as pessoas dos Estados Unidos em si, porque todos os fascinantes e interessantes novos empregos verdes irão para a China e para outras partes do mundo que estão investindo pesado nisto."

O mundo agora passou de sua fase do "pico do petróleo", disse o norueguês, e está rapidamente andando para a era do uso do sol e vento.

O acordo de Paris, assinado por quase 200 países em 2015, busca limitar o aquecimento global ao cortar emissões de dióxido de carbono e outros gases resultantes da queima de combustíveis fósseis.

"Engenharia eólica é provavelmente a oportunidade mais promissora de emprego nos Estados Unidos", disse Solheim, acrescentando que a China e a Índia estão reduzindo o preço da energia solar tão rapidamente que o carvão não é mais competitivo.

O novo alvo de Solheim é a poluição, com plásticos nos oceanos esperados para se igualarem o peso dos peixes em 2050. Mas com a ciência, cidadãos mobilizados, mercados regulados e enorme força das empresas, tais problemas podem ser resolvidos, disse.

A revolução verde está sendo liderada por companhias icônicas como Google, Walmart, Microsoft, Apple e Facebook, então o momento não depende de Washington, disse Solheim.

"Mesmo se o pior acontecer e os Estados Unidos se retirarem, as consequências serão muito menores do que as pessoas pensam", disse.

Obrigado por ler a EXAME! Que tal se tornar assinante?


Tenha acesso ilimitado ao melhor conteúdo de seu dia. Em poucos minutos, você cria sua conta e continua lendo esta matéria. Vamos lá?


Falta pouco para você liberar seu acesso.

exame digital

R$ 12,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser.

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.
Assine

exame digital + impressa

R$ 29,90/mês
  • Acesse onde e quando quiser

  • Acesso ilimitado a conteúdos exclusivos sobre macroeconomia, mercados, carreira, empreendedorismo, tecnologia e finanças.

  • Edição impressa mensal.

  • Frete grátis
Assine

Já é assinante? Entre aqui.