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Dívidas de EUA, Europa e Japão vão sugar liquidez do mercado, diz Campos Neto

O presidente do BC repetiu que houve um gasto muito elevado dos países durante a pandemia, que não foi revertido de forma coordenada com a política monetária no período pós-pandêmico

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Campos Neto frisou que essa é uma situação que o mundo nunca viu (Andressa Anholete/Bloomberg via/Getty Images)

Campos Neto frisou que essa é uma situação que o mundo nunca viu (Andressa Anholete/Bloomberg via/Getty Images)

O cenário de dívidas elevadas nos Estados Unidos, Europa e Japão tende a "sugar" a liquidez do mercado, com efeito não só no mundo privado mas também no emergente, reiterou nesta quarta-feira, 22, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. "Para o mundo emergente significa que terá menos liquidez disponível cumulativamente. Haverá impacto maior a partir do começo de 2024", projetou o banqueiro central, que afirmou que será necessário para os países emergentes, incluindo o Brasil, "fazer o dever de casa".

Campos Neto frisou que essa é uma situação que o mundo nunca viu: "O mundo desenvolvido está muito endividado, consumindo muitos recursos para rolar sua dívida". Há uma saída grande de recursos da China hoje, citou. "O título do Tesouro americano hoje paga mais do que o chinês."

Gasto elevado

O presidente do BC repetiu que houve um gasto muito elevado dos países durante a pandemia, que não foi revertido de forma coordenada com a política monetária no período pós-pandêmico. "O problema fiscal, que é algo que falamos muito no Brasil, está muito no mundo desenvolvido. Por isso é importante fazer o dever de casa", reiterou.

Sobre o caso norte-americano, listou que houve um aumento grande com os gastos de defesa nos últimos anos, além de custos com programas industriais, como o de semicondutores e de infraestrutura. Campos Neto afirmou que a dívida americana, hoje em 97% do PIB, oscilava antes de 2011 em torno de 20% a 45% do PIB. A projeção à frente, emendou, é "basicamente explosiva".

Adaptação climática

Ainda sobre os gastos dos países, o presidente do BC afirmou que dentro da demanda crescente por recursos, há grandes custos com adaptação climática. "Estamos entendendo melhor os custos. Alguns países estão adiando algumas coisas ou repensando como fazer, não porque não deva ser feito, mas pelo custo alto e pela dívida alta."

O banqueiro central defendeu que há uma pressão importante para a adaptação, mas que existe uma diferença entre os países desenvolvidos e emergentes. "Alguns emergentes e alguns países de baixa renda não têm capacidade de investir o que é necessário."

Campos Neto participou de café da manhã com a Frente Parlamentar pelo Livre Mercado, no Senado Federal.

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