Dívida Bruta do Governo Geral fica em 78,2% do PIB em maio, revela Banco Central

No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB
Dívida geral: Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
Dívida geral: Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil (Marcello Casal Jr./Agência Brasil)
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Estadão ConteúdoPublicado em 29/07/2022 às 12:38.

A dívida pública brasileira continuou em trajetória de queda em proporção do PIB em maio. Dados divulgados na manhã desta sexta-feira (29) pelo Banco Central mostram que a Dívida Bruta do Governo Geral fechou o mês aos R$ 7,098 trilhões, o que representa 78,2% do Produto Interno Bruto (PIB). O porcentual, divulgado pelo Banco Central, é menor que os 78,9% de abril. No melhor momento da série, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

A Dívida Bruta do Governo Geral - que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o Banco Central e as empresas estatais - é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

O BC informou ainda que a Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) passou de 58,3% para 58,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em maio. A DLSP atingiu R$ 5,338 trilhões. A dívida líquida apresenta valores menores que os da dívida bruta porque leva em consideração as reservas internacionais do Brasil.

O BC voltou a divulgar hoje as estatísticas fiscais após o fim da greve dos servidores do órgão, no início deste mês. Ao contrário das notas de crédito e setor externo, os dados de contas públicas até abril foram incluídos como serviço essencial durante a paralisação da categoria por obrigações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Mesmo assim, as estatísticas ainda estão defasadas, já que, neste momento, o BC deveria estar publicando os dados de junho. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, a expectativa é que, em agosto, as informações fiscais fiquem em dia.

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