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Consignado do Auxílio Brasil bate mais de R$ 5 bilhões em crédito em outubro, diz Banco Central

No mês, a concessão de crédito pessoal ao setor privado saltou para R$ 6,7 bi, ante média mensal de R$ 1,4 bi de janeiro a setembro

Banco Central: É a maior taxa de juros para essa modalidade, desde o início da série histórica, iniciada em março de 2011 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Banco Central: É a maior taxa de juros para essa modalidade, desde o início da série histórica, iniciada em março de 2011 (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

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Agência O Globo

Publicado em 28 de novembro de 2022, 18h11.

O empréstimo consignado para beneficiários do Auxílio Brasil fez a concessão desses empréstimos pessoais no setor privado dar um salto em outubro. No mês, o total bateu em R$ 6,7 bilhões, contra R$ 1,57 bilhão no mês anterior, segundo dados divulgados pelo Banco Central sobre crédito no país nesta segunda-feira.

"Esse dado reflete bem essa dinâmica de novos participantes na modalidade. Em setembro, foram R$ 1,6 bilhão em concessões, dado não discrepante dos demais meses do ano, com uma média de R$ 1,4 bilhão. Em outubro, houve R$ 5,2 bilhões a mais. Esse desempenho é causado pela incorporação de crédito para beneficiários do Auxílio Brasil" diz Fernando Rocha, chefe do departamento de Estatísticas do Banco Central.

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Os dados mostram que a taxa de juros cobrada nessa modalidade também foi impactada. Ela alcançou 45,6% ao ano em outubro, alta de 8,1 ponto percentual no mês.

"É a maior taxa de juros para essa modalidade, desde o início da série histórica, iniciada em março de 2011, compilada pelo Banco Central" destaca Rocha.

O saldo do crédito pessoal consignado subiu, ao todo, 2,1% em outubro e 14,6% em 12 meses.

No recorte para os trabalhadores privados, a alta foi de 4,6% no mês e de 20,5% na comparação anual, bem acima da média e também superior à variação do registrado em consignado a servidores públicos (2,4% no mês e 12,2% em 12 meses) e a beneficiários do INSS (1,4% e 17,4%, respectivamente).

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