Economia

Concentração bancária tem tímida queda em 2023 e quatro maiores bancos detinham 58% dos empréstimos

As estatísticas do Banco Central (BC) também desconsideram a participação do Santander nos indicadores, um dos cinco maiores bancos do país

 (Adriano Machado/Reuters)

(Adriano Machado/Reuters)

Antonio Temóteo
Antonio Temóteo

Repórter especial de Macroeconomia

Publicado em 6 de junho de 2024 às 10h07.

Os quatro maiores bancos do Brasil (Banco do Brasil, Caixa, Itaú Unibanco e Bradesco) detinham no ano passado 57,9% dos depósitos totais do sistema financeiro, 57,8% das operações de crédito e 55,3% dos ativos totais. Na prática, essas informações mostram uma tímida queda da concentração bancária no país.

Em 2022, segundo o Banco Central (BC), os quatro maiores bancos do país detinham 58,6% das operações de crédito, 58,4% dos depósitos totais do sistema financeiro e 56% do ativos.

Por outro lado, as estatísticas desconsideram a participação do Santander nesses indicadores, uma das cinco maiores instituições financeiras do país. As informações fazem parte do Relatório de Economia Bancária, publicado nesta quinta-feira, 6, pelo BC.

“A concentração diminuiu para todos os agregados contábeis considerados – ativos totais, depósitos totais e operações de crédito –, envolveu o aumento da participação das cooperativas de crédito e das instituições não bancárias, e ocorreu na maioria dos mercados relevantes de crédito. Essa redução do nível de concentração no sistema financeiro nacional ocorreu mesmo diante da autorização sem restrições de quatro atos de concentração em 2023”, informou o BC.

Cooperativas e fintechs crescem

O documento ainda informou que instituições não bancárias, que não basicamente instituições de pagamento ou fintechs, tiveram papel destacado no mercado de cartão de crédito e de crédito sem consignação. Já as cooperativas de crédito se destacaram pela atuação nos mercados de cheque especial e de capital de giro.

Com mais empresas no mercado, o BC também informou que a concorrência no mercado de crédito aumentou, seguindo a tendência dos últimos anos, enquanto a concorrência em serviços financeiros ficou relativamente estável.

“Baseando-se no Indicador de Lerner, a concorrência no mercado de crédito nos segmentos bancário e cooperativo aumentou, enquanto a no segmento não bancário estabilizou-se em 2023, embora em níveis historicamente elevados. Por sua vez, o Indicador de Lerner de serviços financeiros no segmento bancário vem se mantendo em níveis semelhantes desde a pandemia”, afirmou o BC, no relatório.

Acompanhe tudo sobre:Banco CentralBancos

Mais de Economia

Banco Central Europeu realiza primeiro corte de juros desde 2019

Pessoas e empresas que estão em áreas de calamidade pública terão linha de crédito facilitada

Ministério da Fazenda deve fazer nova emissão de green bonds, afirma diretor do BNDES

Mais na Exame