Economia

Autoridades do euro propõem órgão supervisor bancário

Documento da cúpula da União Europeia (UE) defende que entidade seja instaurada o mais rápido possível; Alemanha é contra

Apenas 13% dos britânicos pensam que um referendo não é necessário a médio prazo
 (Georges Gobet/AFP)

Apenas 13% dos britânicos pensam que um referendo não é necessário a médio prazo (Georges Gobet/AFP)

DR

Da Redação

Publicado em 28 de junho de 2012 às 22h37.

Priorizar nos meus resultados Google

Bruxelas - Autoridades financeiras da zona do euro propuseram aos líderes do bloco que um único órgão supervisor bancário, envolvendo o Banco Central Europeu (BCE), seja instaurado o mais rápido possível, de acordo com documento redigido nesta quinta-feira, na cúpula da União Europeia (UE).

Uma vez que isso aconteça, o documento afirma que o fundo de resgate permanente da zona do euro, o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês), deve ter permissão para recapitalizar diretamente bancos em dificuldades, em vez de fazer isso via empréstimos a governos.

Qualquer empréstimo direto, que a Espanha queira para seu sistema bancário, teria de contar com "condições adequadas, incluindo o cumprimento das regras dos auxílios estatais", afirmou o documento obtido pela Reuters.

A Alemanha é contra que mecanismos de resgate da zona do euro possam recapitalizar os bancos diretamente, um vez que foram instituídos para dar assistência aos Estados e não às instituições financeiras.

Até que um órgão supervisor bancário na zona do euro seja criado, algo que deve provavelmente tomar algum tempo, o documento diz que "soluções interinas serão estabelecidas com o BCE", sem dar mais detalhes.

O documento, redigido por diplomatas sêniores e membros do grupo de trabalho da zona do euro, composto por vice-ministros das Finanças, também diz que os dois fundos de resgate da região deveriam ser utilizados "de maneira flexível e eficiente" para estabilizar os mercados.

Acompanhe tudo sobre:BancosEuropaCrise econômicaFinançasUnião Europeia

Mais de Economia

BC mantém espaço para novo corte da Selic após eleições, dizem economistas

Com Selic a 13,75% ao ano, Brasil segue com o maior juro real do mundo

BC corta a Selic pela 5ª vez seguida e taxa de juros no Brasil cai para 13,75%

Prévia do PIB: IBC-Br cai 0,2% em julho com recuo do agro